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quinta-feira, setembro 17, 2026

Civilização humana está à beira de um salto evolutivo, diz pesquisador britânico

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Esse momento marcaria uma transformação profunda rumo a uma civilização “pós-materialista”, baseada em energia limpa e distribuída de forma abundante. (Foto: Unsplash)

O pesquisador britânico Nafeez Ahmed, conhecido por prever eventos como a crise financeira de 2008 e o Brexit, afirma em um novo estudo publicado na revista científica Foresight que a civilização humana está prestes a passar por um “salto gigante”. Esse momento marcaria uma transformação profunda rumo a uma civilização “pós-materialista”, baseada em energia limpa e distribuída de forma abundante.

Segundo Ahmed, a civilização industrial atual encontra-se em rápido declínio, entrando na fase final de seu ciclo adaptativo, que inclui crescimento, estabilidade, declínio e transformação. O pesquisador aponta evidências empíricas de que setores fundamentais como energia, transporte, alimentos e informação estão passando por transições interligadas que indicam uma reorganização sistêmica.

Um dos principais sinais desse declínio seria a queda no Retorno sobre Investimento em Energia (EROI) dos combustíveis fósseis — ou seja, estamos gastando mais energia para extrair menos. Apesar disso, políticas públicas continuam favorecendo esses combustíveis, em parte devido à influência de governos autoritários e grupos conservadores.

Por outro lado, Ahmed vê uma oportunidade única de transformação com o avanço das energias renováveis, que apresentam um EROI crescente, além de inovações em inteligência artificial, transporte e produção de alimentos. Ele prevê que entre 2030 e 2060 essas tecnologias convergirão para criar um novo modelo civilizatório, mais sustentável e eficiente.

No entanto, o autor alerta que o crescimento do autoritarismo global pode comprometer essa transição. Projetos políticos centralizados, como o governo de Donald Trump, são citados como obstáculos potenciais à emergência dessa nova era de “superabundância em rede”.

Para Ahmed, o futuro da humanidade depende de nossa capacidade de superar os interesses centralizadores e adotar um modelo descentralizado e colaborativo, que respeite os limites ecológicos do planeta.

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