Cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, descobriram que a aplicação de sons específicos durante a fermentação pode acelerar a produção de cerveja em até 31 horas, mantendo inalteradas as características de sabor e aroma. O estudo foi publicado na revista Food Research International.
O experimento utilizou o chamado ruído branco, que estimulou o crescimento das leveduras — fungos responsáveis por transformar açúcares em álcool e gás carbônico. Com isso, o processo de fermentação ocorreu de forma mais rápida e eficiente.
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Segundo o pesquisador Parise Adadi, o som atua de duas formas: cria microvibrações nas partículas do líquido e promove mudanças de pressão, mantendo as leveduras em suspensão por mais tempo. Isso permitiu que elas consumissem os açúcares do mosto de maneira mais eficaz, sem gerar compostos indesejados.
Nos testes, dois lotes de cerveja foram comparados. Aquele submetido ao estímulo sonoro — em frequências entre 800 e 2.000 hertz, a cerca de 140 decibéis — fermentou de 21 a 31 horas mais rápido que o lote de controle.
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Para os cientistas, a descoberta pode representar um avanço não apenas na indústria cervejeira, mas também em outros setores que utilizam fermentação, como a produção de vinhos e destilados. “Se essa estimulação sonora se mostrar escalável, poderá revolucionar a tecnologia de fermentação”, afirmou Adadi.
Por enquanto, o efeito foi comprovado apenas em ambiente laboratorial, e novas pesquisas devem avaliar sua viabilidade em processos industriais de larga escala.
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