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quarta-feira, setembro 16, 2026

Brócolis pode reduzir risco de câncer de intestino em 20%, diz estudo

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O câncer de intestino, também chamado colorretal, é um dos mais letais no Brasil, causando cerca de 21 mil mortes por ano, segundo o Inca. Globalmente, estima-se que os diagnósticos cresçam 77% até 2050. Mas novas evidências sugerem que a alimentação pode ser um aliado poderoso na prevenção.

O estudo

Pesquisadores chineses publicaram na revista BMC Gastroenterology uma revisão de 17 pesquisas internacionais, envolvendo 639 mil pessoas, das quais 97 mil desenvolveram câncer colorretal. A análise concluiu que o consumo frequente de brócolis e outros vegetais crucíferos (como couve-flor, couve, repolho, rúcula e couve de Bruxelas) reduz em até 20% o risco de desenvolver a doença.

O efeito protetor foi mais evidente entre quem consumia 20 a 40 gramas por dia — o equivalente a menos de dois talos de brócolis.

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Por que os crucíferos protegem?

Esses vegetais são ricos em fibras, vitamina C e glucosinolatos, compostos químicos de sabor picante que liberam o sulforafano, conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas.
Eles atuam de três formas principais:

  • Bloqueiam enzimas que ativam processos carcinogênicos;

  • Induzem a morte programada de células malignas;

  • Freiam o crescimento de células cancerígenas no intestino.

Diferenças regionais

Os resultados variaram conforme a região:

  • América do Norte e Ásia: efeito protetor mais claro;

  • Europa e Austrália: resultados menos consistentes.

Pesquisadores apontam que hábitos alimentares, métodos de coleta de dados e cultura alimentar podem explicar essas diferenças.

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Limites e recomendações

Apesar dos resultados promissores, os autores pedem cautela:

  • A revisão juntou estudos com metodologias distintas, o que pode influenciar as conclusões;

  • A alimentação sozinha não explica o desenvolvimento da doença, já que fatores como idade e histórico familiar também são determinantes.

Mesmo assim, especialistas reforçam que os achados são mais uma evidência de que uma dieta rica em vegetais pode ajudar na prevenção do câncer. A expectativa é que novas pesquisas aprofundem o papel dos compostos bioativos dos crucíferos e transformem esses achados em orientações de saúde pública.

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