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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo revela que mudanças climáticas estão encarecendo alimentos e agravando insegurança alimentar

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Os impactos das mudanças climáticas já estão sendo sentidos no bolso e na mesa da população. De acordo com um novo estudo publicado na revista Environmental Research Letters, o aumento de eventos extremos como secas, ondas de calor e chuvas intensas tem provocado uma alta significativa nos preços de diversos alimentos em todo o mundo — inclusive no Brasil.

A pesquisa analisou o comportamento de preços de 16 alimentos em 18 países entre 2022 e 2024. Os resultados mostram uma correlação direta entre as condições climáticas extremas e a inflação alimentar. Na Coreia do Sul, por exemplo, o valor do repolho disparou 70% após uma onda de calor em agosto de 2023. Na Europa, o azeite de oliva ficou 50% mais caro em janeiro de 2024, reflexo da seca prolongada que atingiu Espanha e Itália nos dois anos anteriores.

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No Japão, o arroz teve aumento de 48% em setembro de 2023, também atribuído ao calor extremo. E o caso mais emblemático foi o do cacau, cujo preço global subiu 280% em abril do ano passado, após uma forte onda de calor em Gana e Costa do Marfim, principais exportadores da commodity.

Os pesquisadores alertam que esse cenário tende a se agravar, afetando de forma mais severa as populações vulneráveis. Alimentos saudáveis como frutas, legumes e grãos estão entre os mais impactados, o que pode levar famílias de baixa renda a optarem por alternativas mais baratas e menos nutritivas. Esse padrão alimentar precário aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, e representa uma ameaça direta à saúde pública.

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Além das consequências sobre a alimentação, o aumento no custo dos alimentos pode influenciar na inflação geral, gerando instabilidade política e social, especialmente em países em desenvolvimento.

Os autores do estudo destacam que, para evitar um colapso alimentar de maiores proporções, é urgente implementar políticas eficazes de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação da agricultura às novas realidades climáticas. Caso contrário, a insegurança alimentar global tende a se tornar um problema ainda mais grave nas próximas décadas.

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