O embate verbal entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo neste fim de semana. Após ser chamado de “vagabundo” pelo presidente da República durante agenda no Tocantins, o ex-presidente reagiu com ironia nas redes sociais, lançando ataques diretos ao petista e até envolvendo a primeira-dama, Janja da Silva, na provocação.
Em uma publicação feita neste sábado (29) em seu perfil no X (antigo Twitter), Bolsonaro insinuou que Lula estaria obcecado por ele. “Lula, pare de me cantar todos os dias. Nada do que você tem a oferecer me interessa”, escreveu. “Qualquer ser humano de bom senso desconfia de sua saúde mental. Nem a sua parceira deve aguentar mais meu nome na sua boca.”
A fala foi uma resposta direta ao discurso de Lula durante cerimônia de entrega de títulos de regularização fundiária em Araguatins, na sexta-feira (28). Diante de apoiadores, o presidente criticou o apoio do agronegócio a Bolsonaro e afirmou que “enquanto tiver forças, nunca mais um cidadão mentiroso vai ganhar as eleições nesse país para enganar o povo”.
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Lula também provocou ao mencionar doações via Pix feitas por fazendeiros a Bolsonaro. “Não me interessa para quem o fazendeiro votou. Se ele estiver ajudando o país, vai ter crédito. Agora, se está fazendo Pix para ajudar na vagabundagem dele, é outra história”, disparou o petista.
O clima de troca de farpas ocorre em meio a um cenário político tenso, alimentado por recentes pesquisas eleitorais. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na última terça-feira (24), aponta que Lula perderia um eventual segundo turno presidencial contra Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O atual presidente venceria apenas em confronto direto com o deputado Eduardo Bolsonaro.
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Apesar dos números, Bolsonaro segue inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores, ainda em 2022.
Mesmo fora da disputa eleitoral por ora, o ex-presidente continua ativo nas redes sociais e nos bastidores da política, mantendo o discurso polarizado que marca a era pós-2022 no Brasil.
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