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quarta-feira, setembro 16, 2026

Militar é morto em quartel e colega é acusado de forjar suicídio com tiro acidental

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A morte do jovem militar Wenderson Nunes Otávio, de 19 anos, ocorrida dentro de um quartel no Rio de Janeiro, acaba de ter um novo desdobramento. Após meses de apuração, o Ministério Público Militar do Rio descartou a hipótese de suicídio e denunciou o ex-soldado Jonas Gomes Figueira como o autor do disparo que tirou a vida do rapaz. Um terceiro sargento, responsável por fiscalizar o uso de armas no local, também foi responsabilizado por omissão.

Wenderson foi baleado na cabeça enquanto estava no alojamento do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista. De acordo com a denúncia, o disparo ocorreu durante uma “brincadeira” envolvendo uma pistola 9mm, supostamente sem munição. A bala entrou no crânio da vítima em um ângulo diagonal, o que levou os peritos a concluírem que não se tratava de um tiro autoinfligido.

Testemunhas relataram que Jonas, o colega apontado como autor do tiro, costumava manipular armas de forma imprudente nas dependências do quartel — o que é expressamente proibido. No momento do disparo, Wenderson calçava um coturno, sentado, quando a arma foi apontada em sua direção.

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Desde o início, a família da vítima se recusou a aceitar a versão oficial do Exército, que falava em suicídio após uma suposta crise no relacionamento. A namorada de Wenderson negou qualquer desentendimento e afirmou que o jovem não apresentava sinais de depressão ou intenções suicidas. Ainda assim, os superiores militares teriam insistido na narrativa, chegando a orientar outros soldados a não comentar o caso.

A defesa de Jonas Figueira diz que o ex-militar é inocente e acredita que isso será comprovado ao longo do processo. Em nota, afirmou que a denúncia é infundada e que não há elementos suficientes para justificar uma eventual condenação.

O Exército, por sua vez, declarou ter atuado com transparência e afirmou que todas as medidas adotadas seguiram os protocolos internos da corporação. Segundo o comunicado oficial, o objetivo foi preservar a integridade da investigação e evitar a propagação de informações distorcidas.

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O caso, inicialmente abafado sob a alegação de suicídio, agora caminha para uma disputa judicial, com o Ministério Público defendendo a responsabilização penal dos envolvidos na morte do jovem soldado. A família, por sua vez, busca justiça e o reconhecimento da verdade que sempre sustentou.

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