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quarta-feira, setembro 16, 2026

Polêmica leva ao cancelamento de vaquinha que arrecadou mais de R$ 500 mil para alpinista na Indonésia

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A campanha de arrecadação lançada para ajudar o alpinista que arriscou a vida no resgate do corpo de Juliana Marins foi cancelada neste domingo (29). O motivo foi a repercussão negativa nas redes sociais, após internautas questionarem a taxa administrativa cobrada pela plataforma responsável pela vaquinha.

O montante arrecadado ultrapassava os R$ 500 mil e seria destinado ao alpinista indonésio Agam e a outros sete voluntários que enfrentaram condições extremas para resgatar o corpo da brasileira no Monte Rinjani, na Indonésia. Juliana, de 26 anos, desapareceu após cair durante uma trilha no vulcão e foi encontrada sem vida dias depois.

A plataforma Voaa, vinculada ao projeto “Razões para Acreditar”, informou que os valores serão reembolsados integralmente a partir desta segunda-feira (30), sem necessidade de solicitação por parte dos doadores. A empresa justificou a cobrança de 20% sobre o valor arrecadado como parte de um modelo operacional que, segundo eles, envolve mais do que a simples hospedagem da vaquinha online.

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A devolução do dinheiro, no entanto, não apaga a comoção em torno da história. Agam, considerado herói nas redes sociais, ficou conhecido após relatar que passou a noite ao lado do corpo de Juliana, preso por cordas em uma rocha, em meio ao frio e à chuva. Sem comida, dividiu uma barra de chocolate com a equipe improvisada de resgate.

A situação crítica enfrentada por Agam e sua equipe comoveu o público brasileiro, mas a vaquinha acabou envolvida em controvérsia após usuários se revoltarem com a cobrança da taxa — mesmo com a informação constando nos termos da plataforma desde o início.

Enquanto isso, a família de Juliana continua buscando respostas sobre as circunstâncias do acidente. O pai da jovem, Manoel Marins, afirmou em entrevista ao Fantástico que o protocolo de emergência do parque foi falho e que a resposta ao acidente foi lenta e desorganizada. Ele também responsabilizou o guia que acompanhava a filha, acusando-o de tê-la deixado sozinha para fumar. Quando retornou, Juliana já havia desaparecido.

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Segundo o relato do pai, a primeira equipe acionada para tentar o resgate não tinha estrutura para acessar o local, e a Defesa Civil da Indonésia só foi chamada horas depois. Nesse intervalo, acredita-se que Juliana tenha caído cerca de 600 metros em direção à cratera do vulcão.

“Se tivessem feito o correto desde o início, talvez minha filha estivesse viva. Em nenhum momento pediram desculpas, nem reconheceram os erros cometidos”, lamentou Manoel.

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