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quarta-feira, setembro 16, 2026

Tubarões não caçam humanos, aponta ciência: fama de “devoradores” é mito de Hollywood

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A imagem dos tubarões como devoradores de pessoas não passa de um mito criado por Hollywood. Filmes como Tubarão (1975), de Steven Spielberg, ajudaram a moldar o medo coletivo em torno desses animais — uma fama que, segundo a ciência, não se sustenta na realidade.

O professor Gareth J. Fraser, da Universidade da Flórida (EUA), publicou um artigo no The Conversation explicando que tubarões não caçam humanos e, na verdade, são espécies essenciais para o equilíbrio dos oceanos. Ainda que suas mandíbulas afiadas — com dentes que se renovam ao longo da vida — sejam impressionantes, seres humanos não estão no cardápio desses predadores.

“A maioria das interações entre humanos e tubarões é inspiradora, e não aterrorizante. Eles são curiosos, mas não têm fome de carne humana”, afirma Fraser.

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Raros, os ataques ocorrem por engano

Os raros ataques registrados costumam acontecer em águas turvas, quando o animal confunde surfistas ou banhistas com presas naturais. Mesmo assim, após uma “mordida de teste”, geralmente o tubarão se afasta — reforçando que não somos uma fonte de alimento para eles.

Espécies ameaçadas

O professor destaca ainda que os tubarões estão mais ameaçados do que ameaçando. Com maturidade sexual tardia, crescimento lento e longos períodos de gestação, essas espécies demoram a se recuperar de quedas populacionais.

A caça predatória, o comércio de partes do corpo e os impactos da pesca industrial contribuíram para o declínio populacional de espécies como o tubarão-branco (Carcharodon carcharias), símbolo do filme de Spielberg. Hoje, ele é criticamente ameaçado de extinção na Europa e no Mediterrâneo, embora o status tenha melhorado nos EUA.

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Guardiões do oceano

Ao todo, existem mais de 500 espécies de tubarões em todos os tipos de ecossistemas marinhos. Eles desempenham funções vitais nos oceanos, e a sua preservação é crucial para a biodiversidade marinha.

“Precisamos superar os estereótipos criados pelo cinema e entender que tubarões não são monstros. São guardiões do oceano, e precisam ser protegidos”, conclui Fraser.

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