Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica que aumenta significativamente a eficácia de vacinas de dose única contra o HIV. A abordagem, detalhada em estudo publicado na Science Translational Medicine, combinou dois adjuvantes — substâncias que potencializam a resposta imunológica — e demonstrou resultados promissores em testes com camundongos.
A inovação, segundo os cientistas, também pode ser aplicada a imunizantes contra outras doenças, como gripe e Covid-19.
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Como funciona
A técnica utiliza o tradicional hidróxido de alumínio, já presente em muitas vacinas, aliado a uma nanopartícula chamada SMNP. Esta contém saponina (extraída da árvore chilena da casca de sabão) e um componente sintético conhecido como Monofosforil Lipídio A (MPLA).
Essa combinação resultou em um aumento de duas a três vezes na produção de células B, responsáveis pela geração de anticorpos. Nos testes, os componentes permaneceram nos gânglios linfáticos dos animais por até um mês, tempo suficiente para que o sistema imunológico criasse uma resposta robusta contra a proteína do HIV.
“A resposta foi significativamente mais forte do que com o uso isolado dos adjuvantes”, destacaram os autores do estudo.
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Avanço pode frear alta nos casos de HIV
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 42 milhões de pessoas já morreram em decorrência da Aids, e outras 40 milhões vivem atualmente com o vírus. A maior parte dos casos está concentrada na África, mas o Brasil também apresenta tendência de alta: foram registrados 46.495 novos casos em 2023, uma elevação de 4,5% em relação ao ano anterior.
Especialistas alertam que o avanço das vacinas, além da prevenção e diagnóstico precoce, é fundamental para conter o crescimento da epidemia.
Futuro das vacinas
A pesquisa do MIT aponta que a mesma abordagem pode ser aplicada a outros imunizantes, com potencial de aumentar a durabilidade e intensidade da resposta imunológica. A expectativa é de que essa tecnologia ajude no desenvolvimento de vacinas mais eficazes contra diversos vírus, inclusive aqueles que sofrem mutações frequentes, como o da gripe e o da Covid-19.
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