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quarta-feira, setembro 16, 2026

Brasileiro da NASA alerta: tempestades solares podem derrubar satélites e ameaçar segurança na Terra

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O aumento da atividade solar nos últimos anos tem gerado um alerta importante para o futuro da comunicação e da segurança espacial. Quem faz esse alerta é o físico brasileiro Denny Oliveira, pesquisador da NASA, que liderou um estudo analisando os impactos das tempestades solares na trajetória de satélites em órbita baixa da Terra, especialmente os da megaconstelação Starlink, da SpaceX.

Segundo o cientista, os picos de atividade solar seguem um ciclo de aproximadamente 11 anos. Durante esses períodos, o Sol libera grandes quantidades de partículas carregadas e radiação. Quando essas partículas atingem a Terra, provocam tempestades geomagnéticas que alteram a densidade da atmosfera nas altitudes onde milhares de satélites operam.

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Starlink: mais vulnerável que o esperado

Entre 2020 e 2024, a equipe de Oliveira acompanhou mais de 500 reentradas não planejadas de satélites Starlink. Segundo o estudo, publicado recentemente, muitas dessas quedas foram diretamente influenciadas pelas mudanças atmosféricas causadas pelas tempestades solares.

“Esses eventos tornam o ambiente espacial muito mais imprevisível”, explica o pesquisador. O aumento repentino da densidade atmosférica nas camadas superiores da Terra gera um arrasto muito maior sobre os satélites, acelerando sua descida e dificultando qualquer tipo de manobra corretiva.

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Um desafio para o controle do tráfego espacial

O fenômeno atinge principalmente satélites que operam em órbita baixa, caso da constelação Starlink, que hoje conta com cerca de 6.750 unidades ativas. A variedade de modelos dentro da frota — com diferenças de tamanho, massa e design — complica ainda mais os cálculos de resistência ao arrasto e as previsões sobre as trajetórias de reentrada.

Oliveira também chama atenção para o risco que esses satélites representam caso entrem na atmosfera de forma descontrolada. “Se a reentrada ocorrer sobre áreas povoadas, o risco de acidentes não pode ser descartado”, alerta.

Além das ameaças à segurança, a situação aumenta os desafios do gerenciamento do tráfego espacial. Com mais satélites caindo fora de hora, cresce o risco de colisões com outros objetos em órbita ou até mesmo com estações espaciais.

Impacto global para o futuro das comunicações

Embora o foco inicial da pesquisa tenha sido a constelação Starlink, o físico brasileiro destaca que os resultados valem para qualquer sistema de satélites que opere em altitudes semelhantes. Isso inclui equipamentos usados para comunicação, navegação GPS, meteorologia e monitoramento ambiental.

O estudo reforça a necessidade de uma cooperação internacional mais efetiva para o monitoramento das condições solares e para o desenvolvimento de estratégias de mitigação de riscos em um espaço cada vez mais congestionado.

“Estamos apenas começando a entender o impacto total das tempestades solares sobre as novas mega constelações. O desafio é encontrar formas de garantir a segurança dos equipamentos e das pessoas aqui na Terra”, conclui Oliveira.

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