15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Tecnologia que enxerga além da visão usa retina para detectar TDAH com quase 100% de precisão

Leia mais

Um grupo de cientistas da Coreia do Sul desenvolveu uma nova ferramenta baseada em inteligência artificial que pode revolucionar o diagnóstico do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). A inovação permite identificar sinais do transtorno analisando imagens da retina, com um índice de acerto impressionante: cerca de 97%.

A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade Yonsei e publicada na revista NPJ Digital Medicine, testou quatro modelos distintos de aprendizado de máquina. O mais eficaz conseguiu identificar corretamente a condição com 96,9% de precisão a partir de fotografias do fundo do olho, também conhecido como fundo de retina.

O estudo envolveu 646 participantes — metade deles diagnosticados com TDAH — com idades médias em torno de 9 anos. Todos foram pareados por idade e sexo. A partir das imagens oculares, o sistema conseguiu apontar padrões relacionados a déficits de atenção visual, uma das principais características do transtorno.

++ Como os EUA transformaram bikini em um legado radioativo

Embora existam outras abordagens em desenvolvimento para detectar o TDAH — como testes comportamentais e exames oculares convencionais —, os autores destacam que a análise da retina se destaca pela praticidade e velocidade. O procedimento é simples, não invasivo e pode ser aplicado em larga escala, inclusive em triagens escolares ou consultas de rotina.

O TDAH é um distúrbio neurocomportamental que afeta crianças e adultos, caracterizado por dificuldades de concentração, impulsividade e hiperatividade. Seu diagnóstico muitas vezes depende de avaliações clínicas demoradas, o que pode atrasar o início do tratamento.

++ Ela aprendeu a voar só para resgatar o marido da prisão

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores reforçam que o sistema ainda precisa ser testado em populações mais amplas e diversas. Um dos desafios atuais é refinar a tecnologia para diferenciar o TDAH de outras condições neurológicas, como o autismo, o que ainda não foi possível com precisão.

Segundo os autores do estudo, a detecção precoce do TDAH pode fazer diferença significativa na vida dos pacientes, contribuindo para uma melhor adaptação social, escolar e familiar. A expectativa agora é que a tecnologia avance para fases mais robustas de validação e, futuramente, possa ser integrada ao cotidiano dos profissionais de saúde.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias