Durante uma reunião em Brasília, Brasil e Chile deram o primeiro passo para uma parceria inédita no campo da inteligência artificial: a criação conjunta de um modelo de linguagem com características culturais sul-americanas. A proposta foi discutida pelas ministras Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, e Aisen Etcheverry, do Chile.
A intenção é desenvolver um sistema de inteligência artificial que vá além do domínio tecnológico estrangeiro e reflita as nuances, valores e expressões da região. “Um modelo com viés que reflita nossa cultura e especificidades pode fortalecer a integração regional”, declarou Luciana.
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Ainda não há detalhes sobre como será a construção prática da iniciativa, mas o encontro culminou na assinatura de um protocolo de intenções entre a Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Nacional de Inteligência Artificial do Chile (CENIA). A parceria deve se concentrar em pesquisa, formação de profissionais e desenvolvimento de soluções em IA.
“Avançar no compartilhamento de infraestrutura e usar a governança da Rede Clara como base para fortalecer os modelos de linguagem é fundamental”, afirmou Etcheverry.
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Além da cooperação científica, as ministras discutiram pontos-chave como proteção de dados, segurança digital e ética no uso da tecnologia, sempre com foco na preservação da soberania nacional.
Essa movimentação internacional acontece no mesmo momento em que o Brasil aprofunda suas estratégias nacionais no setor. Em 2023, o país lançou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial com metas até 2028, incluindo projetos voltados para inovação e infraestrutura.
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