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quarta-feira, setembro 16, 2026

Últimos momentos do papa Francisco foram tranquilos e cercados por orações, revela médico

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O papa Francisco faleceu de forma serena, após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorrido de forma inesperada. De acordo com o cirurgião Sergio Alfieri, responsável pelos cuidados médicos do pontífice, Francisco não demonstrava sinais de sofrimento nos momentos finais e foi encontrado já em coma, sem possibilidade de reversão do quadro.

A informação foi confirmada em entrevista ao jornal Corriere della Sera. Alfieri contou que havia estado com Francisco pela última vez no sábado (19), após o almoço, e que o papa afirmou estar se sentindo “muito bem”. O quadro clínico se agravou rapidamente na madrugada da segunda-feira (21), quando o enfermeiro Massimiliano Strappetti percebeu que algo estava errado e pediu ajuda médica imediata.

“Entrei no quarto dele e seus olhos estavam abertos. Percebi que ele não tinha problemas respiratórios e tentei chamá-lo, mas ele não respondeu. Não reagia nem mesmo a estímulos dolorosos. Naquele momento, entendi que não havia mais nada a ser feito. Ele estava em coma”, relatou o médico.

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A possibilidade de levá-lo ao hospital foi descartada devido ao risco de morte durante o transporte. Francisco havia expressado o desejo de permanecer em casa, caso enfrentasse seus últimos momentos. “Ele morreu pouco depois. Fiquei lá com Massimiliano, Andrea, as outras enfermeiras e as secretárias. Todos chegaram, e o cardeal [Pietro] Parolin nos pediu para rezar. Rezamos o terço com ele. Eu me senti privilegiado e agora posso dizer que fui. Naquela manhã, fiz-lhe uma carícia como último adeus”, disse Alfieri.

Apesar da saúde frágil, o papa mantinha sua rotina com disciplina. “Ele é o papa. Voltar ao trabalho fazia parte da sua terapia, e ele nunca se expôs a nenhum perigo. É como se, aproximando-se do fim, tivesse decidido fazer tudo o que precisava fazer”, declarou o médico.

Antes de falecer, Francisco ainda planejava um gesto de gratidão à equipe médica que o acompanhou no Hospital Gemelli, em Roma. Ele havia pedido uma confraternização para agradecer pessoalmente aos profissionais. “Ele me pediu para organizar uma reunião com todas as pessoas que o trataram no Gemelli. Eu disse que havia 70 pessoas e que talvez fosse melhor marcar depois da Páscoa, ao fim da convalescença”, contou Alfieri.

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Despedida ao pontífice

Milhares de fiéis continuam prestando homenagens ao papa Francisco, cujo corpo permanece na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O velório, iniciado na quarta-feira (23), se estende até sexta-feira, com acesso aberto ao público.

A Missa das Exéquias será celebrada no sábado (26), às 10h no horário local (5h em Brasília), no átrio da Basílica de São Pedro. A cerimônia, conduzida pelo cardeal Giovanni Battista Re, marca o início do Novendiali — o tradicional período de nove dias de luto e orações pelo falecimento de um papa.

Após a missa, serão realizados os ritos finais da Última Commendatio e da Valedictio. O corpo será então transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, onde ocorrerá o sepultamento.

Horários para visitação ao público:

  • Quarta-feira: das 11h à 0h (6h às 19h em Brasília)

  • Quinta-feira: das 7h à 0h (1h às 19h em Brasília)

  • Sexta-feira: das 7h às 19h (1h às 14h em Brasília)

 

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