A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chamou atenção nesta semana para um efeito colateral raro, mas preocupante: o surgimento de pelos em excesso em bebês que tiveram contato indireto com o minoxidil, substância usada no combate à queda de cabelo.
O alerta foi motivado por relatos registrados na Europa, onde 11 crianças desenvolveram hipertricose — nome dado ao crescimento anormal de pelos — após contato com áreas da pele de adultos onde o produto havia sido aplicado. A condição regrediu com a interrupção do contato.
Embora o minoxidil seja considerado seguro para adultos, a Anvisa orienta que pais e responsáveis evitem ao máximo que crianças toquem em superfícies ou partes do corpo que receberam o medicamento. “Recomenda-se cautela para garantir que os bebês não entrem em contato com locais onde o produto foi aplicado”, afirma a agência.
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O órgão solicitou ainda que os laboratórios responsáveis pelo registro do medicamento incluam na bula o risco de hipertricose em casos de exposição acidental em bebês.
Usado principalmente na forma tópica, em concentrações de 2% ou 5%, o minoxidil é um vasodilatador originalmente desenvolvido para tratar hipertensão, mas ganhou popularidade por estimular o crescimento capilar.
Apesar de ser comercializado sem necessidade de receita médica, o produto é contraindicado para gestantes, lactantes e pessoas com alergias específicas. Em casas onde há crianças pequenas, a recomendação é que os adultos lavem bem as mãos após o uso e evitem o contato direto da pele com os pequenos.
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Casos de hipertricose podem ter origens diversas, como medicamentos, doenças metabólicas ou síndromes genéticas. A ligação com o minoxidil, porém, reforça a importância do uso consciente de qualquer substância com ação farmacológica — mesmo aquelas amplamente difundidas.
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