Após semanas de escalada na tensão comercial com diversas nações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma mudança de rota. Em um gesto inesperado, suspendeu por 90 dias a aplicação de tarifas contra países que não adotaram medidas retaliatórias contra os EUA, e reduziu a 10% as taxas sobre importações de outras regiões.
Questionado sobre a decisão, Trump afirmou que “você precisa ter flexibilidade”, sinalizando uma tentativa de ajustar o discurso após o impacto negativo da política tarifária agressiva adotada desde o início de abril.
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A medida representa um recuo parcial em meio à guerra econômica que o governo norte-americano trava, especialmente com a China. Em resposta direta às tarifas americanas, Pequim aplicou uma retaliação de 84% sobre produtos dos EUA, o que acentuou a crise. Horas depois, Trump respondeu elevando a tarifa sobre importações chinesas para 125%, ao mesmo tempo em que suavizou a política para o restante do mundo.
A declaração do presidente foi feita durante uma coletiva na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Até então, Trump havia reforçado que não cogitava qualquer suspensão, mesmo temporária, das medidas comerciais.
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Apesar da trégua parcial, a imprevisibilidade do presidente continua a alimentar incertezas nos mercados e entre os aliados internacionais. A pausa de 90 dias foi vista como uma tentativa de reduzir pressões políticas internas e dar espaço para eventuais negociações com os países atingidos pelas tarifas.
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