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quarta-feira, setembro 16, 2026

Sono em excesso ou em falta? Qualquer desequilíbrio pode prejudicar sua mente

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Dormir bem sempre foi sinônimo de saúde, mas novas pesquisas indicam que tanto a privação quanto o excesso de sono podem trazer consequências negativas para o cérebro. Um estudo conduzido no Brasil revelou que dormir menos de sete horas ou ultrapassar esse tempo pode afetar funções cognitivas essenciais, como memória, raciocínio e fluência verbal – impactos que podem se agravar com o envelhecimento.

O ritmo acelerado da vida moderna e a constante conectividade fazem com que muitas pessoas reduzam suas horas de descanso. Ao mesmo tempo, idosos tendem a apresentar padrões de sono prolongado. Em ambos os casos, os efeitos na cognição foram significativos: quem dorme pouco ou muito tem desempenho menor em testes que avaliam habilidades cognitivas.

No Brasil, 76% da população adulta relata algum problema de sono, como insônia ou fadiga diurna. Entre os idosos, a situação é ainda mais preocupante: pesquisas apontam que quase 60% das pessoas com mais de 50 anos sofrem de insônia.

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Com o aumento da expectativa de vida, garantir um envelhecimento saudável se tornou prioridade global. No Brasil, a população idosa cresceu de 30,2 milhões em 2017 para 32,1 milhões em 2022, tornando essencial a busca por fatores que possam adiar o declínio cognitivo e reduzir os riscos de demência.

A pesquisa analisou dados de mais de 7 mil brasileiros entre 55 e 79 anos, participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Os resultados mostraram um padrão claro: a melhor performance cognitiva foi registrada em indivíduos que dormiam cerca de sete horas por noite.

Além disso, a insônia repetitiva foi associada a pior desempenho em testes de memória e tomada de decisão, especialmente quando combinada com privação de sono.

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Os pesquisadores alertam que hábitos simples podem contribuir para a saúde do cérebro a longo prazo. Estabelecer uma rotina regular de sono, reduzir a exposição a telas antes de dormir e evitar cafeína à noite são algumas das estratégias recomendadas.

O estudo reforça que cuidar do sono não é apenas uma questão de bem-estar imediato, mas um fator determinante para a qualidade de vida e a preservação da cognição ao longo dos anos. Se dormir pouco pode ser ruim, dormir demais também não é solução – o equilíbrio é a chave para um cérebro saudável.

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