O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta quinta-feira (13) a adoção de tarifas recíprocas, o que pode ter reflexos diretos para o Brasil. A decisão deve atingir países com disparidades significativas nas alíquotas de importação, o que coloca o Brasil entre os possíveis afetados.
De acordo com informações do Bom Dia Mercado (BDM), o Brasil aplica uma tarifa média de 11% sobre produtos importados dos EUA, enquanto os americanos cobram apenas 2% nas importações de produtos brasileiros. Essa diferença pode levar o país a ser um dos alvos das medidas protecionistas defendidas por Trump.
++ Brasil avança na alfabetização infantil e pode atingir 80% até 2030, diz governo
Enquanto o governo americano avalia mudanças nas tarifas de importação, o mercado financeiro global monitora os novos dados de inflação nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) deve registrar alta de 0,3% em janeiro, após avanço de 0,2% no mês anterior. No acumulado de 12 meses, a expectativa é de um crescimento de 3,3%.
Esses números seguem a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que surpreendeu ao apresentar alta mensal de 0,5% em janeiro, superando as projeções. No acumulado anual, o CPI avançou 3%, acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed), o que pode influenciar as próximas decisões sobre a taxa de juros nos EUA. O cenário tem levado investidores a reconsiderar expectativas sobre cortes nas taxas de juros ao longo de 2025, aumentando a possibilidade de manutenção dos atuais patamares.
++ STF reavalia alcance da Lei da Anistia em casos de ocultação de cadáver
No Brasil, os investidores acompanham os novos números do setor varejista, que podem indicar uma desaceleração da economia no final de 2024. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as vendas no varejo caíram 0,1% em dezembro na comparação mensal, mas cresceram 2% na base anual.
O cenário econômico global segue incerto, com os mercados atentos às decisões políticas nos EUA e aos indicadores econômicos de ambos os países, buscando pistas sobre o rumo das economias e os próximos passos dos bancos centrais.



