O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em entrevista à CNN que sua ausência na eleição presidencial de 2026 tornaria o processo semelhante ao cenário político da Venezuela. Ele comparou sua inelegibilidade com casos envolvendo líderes opositores venezuelanos, criticando decisões judiciais que afastaram nomes como María Corina Machado e Henrique Capriles das disputas eleitorais.
“Sem a minha presença, é uma eleição parecida com a da Venezuela, onde opositores foram tornados inelegíveis por 15 anos. A justificativa? Atos antidemocráticos. Lá, até criticar o governo foi motivo para afastamento”, declarou Bolsonaro.
++ STF reforça segurança dos ministros com contrato de R$ 84 milhões
O ex-presidente também destacou que o sistema eleitoral venezuelano permitiu identificar fraudes apenas após a implementação do voto impresso, que teria sido aceito pelo presidente Nicolás Maduro como parte de um acordo com os Estados Unidos e a oposição.
Bolsonaro aproveitou para citar a situação política na Nicarágua, sob o comando de Daniel Ortega. Segundo ele, o governo nicaraguense não apenas afasta opositores, mas os mantém presos. “Lá é ainda mais direto. Ortega não torna inelegíveis; ele coloca os sete opositores na cadeia”, comentou.
As declarações refletem o posicionamento crítico de Bolsonaro sobre sua inelegibilidade, imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e reforçam sua intenção de manter relevância no cenário político, apesar das restrições legais.



