A Polícia Federal encontrou a escritura de compra de uma mansão que pertenceu à cantora Claudia Leitte em um cofre de Marcos Moura, empresário conhecido como “Rei do Lixo” e investigado por suspeita de fraudes em contratos públicos. O imóvel, localizado em um condomínio de luxo em Salvador, foi vendido neste ano por R$ 5,8 milhões para a empresa MM Limpeza Urbana, controlada por Moura.
Moura está preso desde a semana passada na capital baiana, acusado de liderar um esquema de corrupção investigado pela Operação Overclean. O caso envolve irregularidades em licitações públicas financiadas com emendas parlamentares.
A escritura do imóvel foi localizada pelos agentes federais no cofre instalado na sede da empresa do empresário. A mansão, com área construída de 1.066 metros quadrados, possui três andares, piscina com borda infinita, estúdio de gravação, academia e outras estruturas de alto padrão.
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Por meio de nota, a assessoria de Claudia Leitte informou que a transação seguiu todos os trâmites legais, com documentação regularizada e pagamento realizado. A nota também esclareceu que “a cantora não conhece e nunca teve contato com o comprador”.
A Operação Overclean aponta Moura como um dos principais operadores de um esquema que teria abrangência nacional, atingindo pelo menos 12 estados, segundo documentos obtidos pela PF. A investigação sugere que os contratos fraudados envolviam repasses milionários oriundos de emendas parlamentares.
Marcos Moura, que possui ligação com figuras políticas influentes, contratou advogados renomados para tentar reverter sua prisão. O caso será analisado pela desembargadora Daniele Maranhão, cotada para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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O desdobramento do caso continua a atrair atenção, especialmente pela proximidade de Moura com políticos de peso, como o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e outros integrantes do União Brasil. As investigações seguem em curso com a possibilidade de novos nomes e documentos virem à tona.



