O general da reserva Braga Netto teve sua prisão preventiva confirmada em audiência de custódia realizada neste sábado (15). O procedimento, conduzido por videoconferência com um juiz instrutor do Supremo Tribunal Federal (STF), verificou a legalidade da detenção. Braga Netto está preso na Vila Militar, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito de uma investigação que apura tentativas de golpe de Estado. Segundo a decisão judicial, o ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro teria agido para obstruir as investigações, incluindo a tentativa de influenciar depoimentos prestados por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso.
Além disso, documentos obtidos pela Polícia Federal apontam que Braga Netto estaria envolvido no financiamento de um plano para assassinar autoridades públicas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
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A prisão ocorreu no sábado, após o retorno de Braga Netto de uma viagem ao Nordeste. Para evitar exposição, a Polícia Federal aguardou sua chegada ao Rio de Janeiro na sexta-feira à noite para cumprir os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. O general foi detido em sua residência em Copacabana, de onde foi conduzido à Vila Militar.



