Após receber alta hospitalar neste domingo (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a prisão do general Walter Braga Netto, ocorrida no dia anterior. Em uma coletiva de imprensa, Lula afirmou que todos têm direito à presunção de inocência, mas destacou que qualquer tentativa de golpe contra a democracia deve ser tratada com rigor pela Justiça.
“Ele tem direito à presunção de inocência, o que eu mesmo não tive em outro momento, mas quero que todos tenham. O que não pode acontecer é desrespeito à democracia e à Constituição. Se houver comprovação, os responsáveis precisam ser punidos severamente”, declarou Lula.
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O presidente também condenou discursos de ódio e ameaças contra autoridades, citando as investigações que apontam o envolvimento de Braga Netto em planos para atentar contra a vida de lideranças políticas, incluindo o próprio Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O general Braga Netto foi preso em sua residência no Rio de Janeiro, após determinação do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal (PF) apurou que ele teria tentado interferir em depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que fechou um acordo de delação premiada.
Segundo as investigações, há indícios de que Braga Netto financiou um plano para assassinar autoridades e tentou dificultar o andamento das apurações. Detido na manhã de sábado (14), o general foi levado à Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, onde permanece sob custódia.
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A prisão ocorre no âmbito de investigações relacionadas ao chamado “inquérito do golpe”, que também inclui outras figuras do alto escalão do governo Bolsonaro. O caso segue em análise pela Procuradoria-Geral da República, com novas denúncias previstas para 2025.



