Mudanças discretas no olfato ou no paladar podem ser mais do que simples sinais do envelhecimento. Pesquisas apontam que essas alterações podem estar ligadas ao Alzheimer, destacando a importância de prestar atenção a esses detalhes no cotidiano.
Estudos publicados na revista Neurology revelaram que pessoas com dificuldades na identificação de cheiros apresentam maior risco de desenvolver comprometimento cognitivo. Esse sintoma está relacionado à redução do volume cerebral em áreas cruciais para memória e pensamento, como os lobos frontal e temporal.
++ Golfinho solitário surpreende cientistas ao “falar sozinho” em águas da Dinamarca
“O sentido do olfato diminui naturalmente com a idade, mas sua perda precoce pode ser um indício de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer”, alerta o National Institute on Aging.
Um exemplo promissor no campo de diagnóstico vem da Universidade de Warwick, onde cientistas estão desenvolvendo um teste simples de olfato e paladar. A ideia é que, ao identificar alterações nesses sentidos, pessoas possam ser encaminhadas para avaliações mais detalhadas antes do surgimento de sintomas como a perda de memória.
Outras pesquisas reforçam essa abordagem. A UChicago Medicine aponta que um declínio acelerado no olfato pode prever características relacionadas ao Alzheimer, incluindo mudanças na estrutura cerebral e maior risco de demência.
++ “Musk não sabe fazer baterias”, afirma CEO de gigante chinesa
Entretanto, especialistas ressaltam que alterações ligadas ao Alzheimer diferem de condições como a covid longa. “No caso da doença neurodegenerativa, há uma redução progressiva e específica do olfato e paladar, enquanto na covid, há uma alteração perceptível dos sabores”, explicam.
Além do olfato e paladar, a visão também pode ser afetada, com sintomas como dificuldade em avaliar distâncias ou reconhecer objetos. Estudos avançam ainda no uso de inteligência artificial para identificar padrões na fala que possam estar associados ao início do Alzheimer.
Identificar esses sinais cedo pode ser crucial para intervenções mais eficazes e uma melhor qualidade de vida para quem enfrenta essa condição.



