O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o primeiro dia da Cúpula de Líderes do G20, realizada no Rio de Janeiro, com um discurso contundente sobre o papel das políticas públicas na erradicação da fome e da pobreza. Durante sua fala, Lula oficializou o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, principal legado da presidência brasileira no G20.
Ao citar o geógrafo brasileiro Josué de Castro, Lula reforçou que “a fome é a expressão biológica dos males sociais” e destacou que sua existência é resultado de escolhas políticas que perpetuam exclusões. Ele convocou os líderes presentes a assumirem a responsabilidade de enfrentar o problema: “Compete aos que estão aqui a tarefa inadiável de acabar com essa chaga que envergonha a humanidade.”
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A Aliança, segundo Lula, será uma plataforma para articular recomendações, financiar políticas públicas e promover iniciativas eficazes para segurança alimentar. Até o momento, 81 países, 26 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 fundações e ONGs já aderiram ao projeto.
O presidente relembrou a experiência brasileira com programas como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que ajudaram o Brasil a sair do Mapa da Fome da FAO em 2014. Lula prometeu que, até 2026, o país retomará esse marco e contribuirá para um impacto global através da nova aliança.
Lula enfatizou que a fome e a pobreza não são causadas por falta de alimentos, mas sim por desigualdades estruturais. Ele apontou que, em um mundo que produz 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano e gasta 2,4 trilhões de dólares em armamentos, é inadmissível que 733 milhões de pessoas ainda sofram com a subnutrição.
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Ao encerrar seu discurso, o presidente declarou oficialmente lançada a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, destacando que, embora o projeto tenha origem no G20, seu alcance será mundial. “Que esta cúpula seja lembrada pela coragem de agir”, concluiu.



