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quinta-feira, setembro 17, 2026

Após divórcio, homem recupera pigmentação de pele perdida por vitiligo

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A relação entre saúde emocional e doenças autoimunes ganha um exemplo inesperado: um homem de 54 anos, que viveu com vitiligo severo cobrindo 98% do corpo, relatou significativa recuperação de sua pigmentação após se divorciar. Pouco tempo depois do fim do casamento, ele notou o retorno de 93% do tom natural da pele.

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O homem havia consultado um dermatologista em 2009, que explicou que o vitiligo pode ter uma relação com o estado emocional. Ao refletir sobre sua vida, o industriário identificou que a convivência com a ex-esposa lhe causava uma constante sensação de ansiedade, agravada por comportamentos de desconfiança e ciúmes excessivos. Ele só decidiu pela separação dois anos após o diagnóstico inicial, e desde então percebeu melhoras visíveis. “Foi só depois de me libertar que os resultados apareceram”, afirmou. Hoje, ele lida com pequenas manchas nas mãos e pés, que atribui a “gatilhos menores e administráveis”.

A recuperação de sua pele está sendo acompanhada por tratamento tópico e apoio psicológico.

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O vitiligo é uma condição autoimune que causa a perda de coloração da pele devido à ausência ou redução dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina. Essa doença, que não é contagiosa, afeta pessoas de todas as cores de pele e pode se manifestar em várias partes do corpo, de forma segmentada ou bilateral.

A dermatologista Juliana Neiva explica que o vitiligo pode ter componentes emocionais, genéticos e imunológicos. Já a psicóloga Márcia Tolotti observa que, embora o fator emocional influencie, trabalhar esses aspectos psicologicamente nem sempre é suficiente para uma remissão completa da doença.

A condição é comum entre pessoas predispostas geneticamente e pode surgir nas duas primeiras décadas de vida. Ela também está associada a outras doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto e diabetes tipo 1, o que reforça a complexidade e o caráter multifatorial do vitiligo.

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