A sonda OSIRIS-REx, da NASA, está prestes a pousar na Terra, trazendo consigo uma amostra do asteroide Bennu. O retorno da espaçonave está previsto para este domingo (24), às 12h30 (horário de Brasília), encerrando uma missão de mais de sete anos que revolucionou o entendimento sobre rochas espaciais.
Curiosamente, essa mesma data, 24 de setembro de 2182, é marcada pela NASA como a mais provável para uma eventual colisão entre Bennu e o nosso planeta. Se essa previsão se concretizar, o impacto seria devastador, liberando uma energia equivalente a 24 bombas atômicas do tipo que destruiu Hiroshima em 1945.
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A escolha de Bennu para a missão da sonda se deve à riqueza de dados obtidos através de radar e telescópios, que tornam a exploração mais segura. Considerado um dos asteroides mais propensos a atingir a Terra, o estudo de sua composição e trajetória ajudará a NASA a avaliar melhor os riscos que representa.
Embora as estimativas iniciais indicassem uma chance em 2.700 de impacto entre 2175 e 2199, novos cálculos apontaram uma probabilidade levemente maior, de 1 em 1.750 até 2300. Contudo, a data de 2182 continua sendo a mais preocupante, com uma probabilidade de 0,037%, um número que, embora pequeno, não é nulo. Segundo a NASA, “Bennu permanece como um dos dois asteroides mais perigosos conhecidos em nosso sistema solar, junto com 1950 DA”.
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Para monitorar asteroides como Bennu, a NASA utiliza o ATLAS, um sistema composto por quatro telescópios que examina o céu a cada 24 horas em busca de objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês). A agência considera “potencialmente perigosos” aqueles corpos com mais de 140 metros de diâmetro que se aproximem a menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra.
Felizmente, a NASA já mapeou as trajetórias de cerca de 28 mil asteroides e não prevê colisões apocalípticas nos próximos 100 anos.
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