O Ministério da Saúde anunciou medidas rigorosas após seis pacientes transplantados no Rio de Janeiro terem sido contaminados por HIV, um incidente inédito no Brasil. O erro ocorreu em exames realizados por um laboratório particular, o PCS Lab Saleme, contratado para testar órgãos doados.
O governo federal determinou a suspensão imediata das atividades do laboratório e ordenou a retestagem de todos os materiais de doadores que passaram por ele. A partir de agora, o Hemorio será responsável exclusivo por realizar esses exames no estado. Além disso, uma auditoria foi iniciada para apurar possíveis irregularidades no processo de contratação do laboratório, que já está interditado.
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O Ministério da Saúde destacou que reforçou normas para aumentar a segurança no processo de transplantes e prevenir a transmissão de doenças como HIV e Hepatite C. Segundo o órgão, esse esforço visa garantir que o sistema nacional de transplantes opere com os mais altos padrões de segurança.
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro classificou o ocorrido como “inadmissível” e formou uma comissão para dar suporte às vítimas e investigar o caso. Desde dezembro de 2023, o laboratório em questão realizava exames sorológicos por meio de um contrato emergencial de R$ 11 milhões com o governo estadual. Entretanto, foi descoberto que o PCS Lab Saleme não tinha kits necessários para os testes de sangue, levantando suspeitas de que os exames podem ter sido forjados.
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O caso também está sendo investigado pelo Ministério Público, Polícia Civil e pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj). A situação sem precedentes gerou grande comoção e trouxe à tona questionamentos sobre a fiscalização e a qualidade dos serviços prestados no sistema de transplantes.
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