Com a nova temporada da NFL prestes a começar, a liga de futebol americano dos Estados Unidos aposta cada vez mais na tecnologia para melhorar suas operações. Um dos grandes trunfos é a parceria com a Amazon Web Services (AWS), iniciada em 2017, que utiliza inteligência artificial (IA) e big data para otimizar a segurança dos atletas, testar novas regras e até definir o calendário de partidas. A temporada deste ano contará, pela primeira vez, com um jogo em São Paulo.
Monitoramento avançado de atletas e prevenção de lesões
Uma das inovações mais notáveis é a plataforma Digital Athlete, criada pela AWS, que constrói representações virtuais dos jogadores para estudar o desempenho individual. Com dados coletados de sensores nos capacetes e equipamentos de proteção, a IA analisa movimentos, impacto e risco de lesões em tempo real. Esses dados, compartilhados com todos os 32 times da NFL, oferecem insights valiosos para prevenir problemas físicos e ajustar rotinas de treinos.
Julie Souza, Head Global de Esportes da AWS, ressalta a importância desse avanço: “O sistema coleta e analisa milhões de pontos de dados por semana, permitindo que técnicos identifiquem riscos de lesões e tomem decisões baseadas em informações detalhadas.”
++ OpenAI planeja novas vozes para o ChatGPT com lançamento previsto para breve
Simulações influenciam mudanças nas regras do jogo
A IA também desempenha um papel crucial na avaliação de novas regras. Antes de implementá-las, a NFL utiliza o Digital Athlete para simular milhares de cenários e prever os efeitos dessas alterações. Por exemplo, mudanças nos retornos de kickoffs e a proibição de uma tática de derrubada conhecida como hip drop tackle foram introduzidas após análises que mostraram o potencial de reduzir significativamente lesões.
Com essas simulações, a liga conseguiu determinar que a tática hip drop tackle era 20 vezes mais perigosa do que outras formas de derrubada, ajudando a embasar a decisão de bani-la para proteger os jogadores.
Calendário de jogos sob influência de algoritmos
Para organizar uma temporada que conta com jogos em diferentes países, incluindo o Brasil, a NFL recorre a um algoritmo desenvolvido pela AWS. Esse sistema considera mais de 30 variáveis, como campanhas dos times, localização dos jogos e horários de transmissão, gerando um calendário otimizado. As possibilidades são tão complexas que o algoritmo é capaz de criar até um quatrilhão de combinações.
++ Restaurantes inovam com receitas criadas por inteligência artificial, mas com resultados variados
Estatísticas e IA generativa aproximam fãs do jogo
Nas transmissões ao vivo, os torcedores podem acessar estatísticas detalhadas, como a velocidade de um jogador ou a probabilidade de sucesso de um passe, por meio da plataforma Next Gen Stats. A IA generativa, outro avanço adotado pela liga, facilita o acesso a dados e permite que analistas e técnicos consultem informações complexas de forma simples, com comandos em linguagem natural.
“Queremos tornar os dados acessíveis e úteis para todos os envolvidos no esporte, desde as equipes até os torcedores”, explica Souza. O potencial da IA generativa também está sendo explorado no futebol, onde campeonatos como a Bundesliga alemã já utilizam a tecnologia para oferecer estatísticas avançadas aos fãs.
Com o uso crescente de IA e big data, a NFL e outras ligas esportivas do mundo seguem transformando o modo como interagem com atletas, técnicos e o público, sempre em busca de inovações que elevem a experiência do esporte.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



