
Projeção antecipou a vitória de Lula cerca de uma hora e meia antes da confirmação oficial. (Foto: Instagram)
O economista Rodrigo Mahlmeister previu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial neste domingo, 25, cerca de uma hora e meia antes de o resultado ser confirmado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A projeção, feita para o jornal Estadão, indicava que o crescimento do petista entre o primeiro e o segundo turno tinha relação importante com os resultados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Para estimar o resultado, Mahlmeister usou dados de eleições anteriores e simulou os votos que ainda não haviam sido contabilizados. O cálculo considerou os percentuais das eleições de 2022 e do primeiro turno de 2026. Às 19h28, a projeção apontava Lula com 51,6% dos votos, contra 48,4% de Flávio Bolsonaro.
A confirmação oficial veio às 21h08, quando o TSE declarou Lula vencedor com 97% das urnas apuradas. Naquele momento, o petista tinha 51,74%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 48,26%. Os números confirmados ficaram próximos dos percentuais estimados pelo economista cerca de uma hora e meia antes.
Mahlmeister destacou o peso dos dois maiores colégios eleitorais citados na análise para o avanço de Lula. São Paulo contribuiu com um crescimento de 3,8 pontos percentuais, enquanto o Rio de Janeiro teve alta de 4,4 pontos percentuais. De acordo com o economista, os resultados nesses dois estados responderam por metade do crescimento do petista entre os turnos.
O comportamento do eleitorado no Nordeste foi diferente, segundo a análise. Como quase não houve votos para outros candidatos na região durante o primeiro turno, a votação já estava concentrada em Lula. Por isso, o Nordeste contribuiu menos para o crescimento registrado entre as duas etapas, com variação entre 1,5 e 2,6 pontos percentuais.
Mesmo com a vantagem que Lula já tinha no Norte e no Nordeste, essas regiões continuaram sendo as que demonstraram maior apoio ao candidato e ao PT. Em todos os estados nordestinos, o petista obteve pelo menos 60% dos votos. Assim, a projeção destacou tanto a força regional já existente quanto a contribuição de São Paulo e do Rio de Janeiro para ampliar sua votação no segundo turno.



