
Lula afirma que governará para todos e respeitará a Constituição (Foto: Instagram)
Em 25 de outubro de 2026, após a apuração da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que governará para todos, mesmo que nem todos gostem dele, e que atuará com respeito à Constituição. Ele fez a declaração à imprensa no hotel onde acompanhou a contagem dos votos ao lado de aliados. Lula começou a falar por volta das 22h15 e chegou ao palco acompanhado da esposa, a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.
Lula disse que não falaria em “unidade nacional”, pois, segundo ele, a expressão nem sempre se aplica ao país. Afirmou, porém, que pretende trabalhar para que o Brasil seja civilizado e ressaltou que o governo deve respeitar a Constituição e manter relação com o Congresso. “Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos”, declarou.
Na educação, o presidente afirmou que pretende dar continuidade ao que chamou de “revolução na educação brasileira”. Entre as metas, mencionou universalizar as escolas de tempo integral até o ensino médio e ampliar o Pé-de-Meia para todos os estudantes dessa etapa. Também confirmou a intenção de criar um programa semelhante para universitários.
O presidente disse ainda que deseja estimular a formação de profissionais em tecnologia e inteligência artificial, para que o Brasil não dependa da tecnologia desenvolvida em outros países. Também pretende aproveitar o potencial das fontes renováveis de energia para atrair data centers ao país e armazenar dados no Brasil. Segundo Lula, as empresas que instalarem essas estruturas deverão reservar uma parte delas aos brasileiros.
Na política externa, Lula defendeu que o Brasil deixe de ocupar uma posição periférica e tenha protagonismo nas decisões políticas, econômicas e relacionadas à paz. Também afirmou que o país pode mostrar ao mundo como conduzir políticas climáticas e citou a redução do desmatamento por quatro anos consecutivos, pela primeira vez, segundo declarou.
Lula afirmou que pretende respeitar todas as religiões e defendeu a liberdade religiosa garantida pelo Estado laico. Disse não ter preferência por uma fé específica e declarou que os cidadãos devem poder exercer sua religião e espiritualidade como desejarem. Também prometeu dar mais centralidade às políticas públicas para as mulheres, afirmando que elas serão tratadas com maior respeito.
Na área da saúde, o presidente mencionou a necessidade de investimentos e elogiou a atuação do atual ministro, Alexandre Padilha. Para o quarto mandato, também apontou a economia criativa como um setor que precisa receber investimentos.



