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segunda-feira, outubro 19, 2026

Circulação de Flávio Bolsonaro atrás de Lula paralisa debate e provoca tumulto na plateia

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Senador Flávio Bolsonaro interrompe fala de Lula ao circular pelo estúdio e causa tumulto no debate da Band (Foto: Instagram)

No dia 18 de outubro de 2026, durante o debate presidencial transmitido pela Band, a livre circulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo estúdio acabou interrompendo o discurso de encerramento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gerando confusão entre a plateia formada por apoiadores e assessores dos candidatos. O episódio ocorreu nos minutos finais do confronto, quando Bolsonaro posicionou-se imediatamente atrás de Lula, atraindo protestos do time petista.

Desde o início da transmissão, as regras do encontro permitiam que os participantes circulassem livremente pelo espaço, sem delimitações físicas além de áreas reservadas. Ainda assim, a movimentação de Flávio Bolsonaro foi considerada excessiva pela equipe de Lula, que passou a acusá-lo de invadir intencionalmente o perímetro do adversário com o objetivo de desestabilizá-lo durante as respostas.

A mediadora Adriana Araújo tentou retomar o controle da situação ao solicitar que Bolsonaro mantivesse distância para que Lula pudesse concluir suas considerações finais sem interrupções. Para se fazer ouvir acima dos gritos e vaias na audiência, ela precisou elevar a voz e contar com o apoio da organização do evento, que procurou conter o bate-boca entre assessores nos corredores do estúdio.

Do lado do petista, o marqueteiro Sidônio Palmeira foi o mais incisivo na reação: reclamou em voz alta da invasão do espaço de fala de Lula e chegou a discutir com funcionários da produção do debate. Entre os intervalos, ele se aproximava do presidente para orientá-lo sobre o local onde deveria ficar, gerando novos atritos nos bastidores da transmissão.

Em resposta, o deputado federal eleito Lucas Pavanato (SP), representante da equipe de Flávio Bolsonaro, exigiu a expulsão imediata de Sidônio Palmeira. A tensão aumentou a ponto de a organização do evento precisar intervir pessoalmente para separar os envolvidos e restaurar a ordem, garantindo a continuidade do debate até o encerramento previsto.

O incidente remeteu a uma estratégia similar à empregada por Donald Trump contra Hillary Clinton nos debates da eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016. No livro What Happened, a ex-secretária de Estado narrou ter sentido "calafrios" ao perceber o republicano aproximando-se repetidamente pelas costas e respirando de forma intensa junto ao seu pescoço, lembrando a crítica de Clinton ao comportamento descrito do adversário.

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