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segunda-feira, outubro 19, 2026

Bastidores do debate Band/Estadão têm bate-boca, provocações e pedidos de expulsão

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Lula gesticula enquanto Flávio Bolsonaro observa durante o primeiro debate presidencial de 2026 da Band/Estadão (Foto: Instagram)

O primeiro debate presidencial das eleições de 2026, realizado neste domingo (18) pela Band/Estadão, foi marcado por forte tensão nos bastidores, com provocações, bate-bocas e pedidos de expulsão. A polarização que se viu à frente das câmeras se estendeu ao estúdio e à plateia, exigindo intervenções constantes da organização para manter a ordem.

Antes do início do confronto, as equipes já mostravam nervosismo: Flávio Bolsonaro fez uma oração no estúdio, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva aguardava com aparente tranquilidade. Mal começaram as perguntas, a atmosfera ficou eletrizada entre os apoiadores, que passaram a orientar os candidatos e reagir a cada declaração.

Na plateia, o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e o influenciador Pablo Marçal zombavam dos petistas e chegaram a filmar o grupo de Lula com o celular, em gestos provocativos. Do outro lado, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha petista em São Paulo, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) revidaram as provocações, criticando a postura de aliados de Flávio.

A primeira-dama Janja entrou em cena ao reagir a declarações de Bolsonaro, acusando-o de mentir. A reação levou assessores do PL a pedir sua expulsão, e a produção do debate precisou intervir para evitar mais manifestações durante as falas oficiais dos presidenciáveis.

Os atritos não ficaram restritos aos apoiadores. Desde o primeiro bloco, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, reclamou que Flávio invadia o espaço reservado a Lula no estúdio, configurando intimidação. No intervalo do terceiro bloco, ele discutiu duramente com a equipe da Band, exigindo providências, enquanto aliados de Bolsonaro pediam a expulsão do ministro.

Paralelamente, Sidônio acompanhava cada movimento de Flávio para orientar Lula sobre posicionamento e olhar às câmeras. Fora do estúdio, aliados petistas, como o deputado André Janones (Rede-MG), utilizavam o grupo Exército do Lula no WhatsApp para dar instruções em tempo real, sobretudo no tema das mulheres, exigindo abordagem imediata pelo presidente.

Na retaguarda de Flávio, a equipe liderada por Daniella Marques, com o marqueteiro Duda Lima e o estrategista Fábio Portela, contava com o apoio do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de Pablo Marçal e do governador eleito pelo Paraná, Sergio Moro, que dividiam impressões e sugestão de ajustes durante os intervalos.

Até o encerramento, aliados de ambos os lados se revezaram em gritos de “Lula” e “mito”, reforçando a polarização. Após as câmeras se desligarem, Flávio se aproximou de Sergio Moro e disse, em tom provocativo, “Matou a saudade dele?”, referência ao petista, ao que o ex-juiz respondeu sorrindo: “Olha, senti não”.

Realizado uma semana antes do segundo turno, o debate foi encarado como oportunidade de conquistar eleitores ainda indecisos e manter as equipes ativas nas redes sociais. Do lado de Lula, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador eleito pelo Ceará, Camilo Santana, passaram a integrar o núcleo de coordenação, responsável pela nova estratégia de comunicação. A campanha de Flávio seguiu sob a coordenação política de Rogério Marinho, junto a Duda Lima e Daniella Marques.

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