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domingo, outubro 18, 2026

Desmaio e provocação a adversário ‘nanico’: relembre o histórico de debates de Flávio Bolsonaro e Lula

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Flávio Bolsonaro e Lula se encaram no palco do debate promovido pela Band (Foto: Instagram)

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentarão pela primeira vez nestas eleições em debate realizado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, em parceria com o Estadão, TV Gazeta, TV Cultura e Jovem Pan, neste domingo (18), às 20h. Até então, ambos haviam restrito sua participação a sabatinas e entrevistas isoladas em emissoras de televisão e plataformas digitais.

Flávio Bolsonaro tem uma trajetória quase nula em debates eleitorais. Seu único confronto ocorreu em 2016, quando disputava a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Partido Social Cristão (PSC). Durante o primeiro debate do primeiro turno promovido pela Band, o então candidato apresentou um mal-estar, não conseguiu responder a uma pergunta sobre parceria com as prefeituras da Região Metropolitana e acabou desmaiando. Antes de perder a consciência, foi amparado pelos adversários Jandira Feghali (PCdoB) e Carlos Osório (PSDB). Na volta do programa do intervalo, Feghali, que também é médica, relatou ter sido impedida de prestar atendimento pelo pai de Flávio, o então deputado federal Jair Bolsonaro, que teria dito: “Comunista não põe a mão no meu filho”. Na época, a equipe de campanha atribuiu o episódio a uma intoxicação alimentar, sem confirmar ou negar que ele apresentava quadro de diarreia. Desde então, Flávio não participou de nenhum debate televisionado no primeiro turno de 2026 e chegou a anunciar que ficaria de fora do encontro deste segundo turno, mas alterou sua decisão após Lula confirmar presença.

Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, acumula participações em debates presidenciais desde 1989, ano do primeiro confronto ao vivo transmitido para todo o País pela mesma Band. Aquele programa foi marcado pela ausência de Fernando Collor de Mello, então favorito à vitória. Um momento célebre desse período envolveu a interação com Ronaldo Caiado (PSD), quando Lula afirmou: “Quando ele chegar a 1,5% nas intenções de voto, eu faço”, ao ser interrompido por Caiado durante um questionamento dirigido a Paulo Maluf. Apesar de atuar em embates sucessivos, foi em 2022 que o petista viveu seu desafio mais acalorado, diante de Jair Bolsonaro, às vésperas do segundo turno daquele pleito, enquanto ainda respondia a processos e chegou a ser preso pela Operação Lava Jato.

No debate promovido pela TV Globo naquele ano, Lula solicitou 19 pedidos de direito de resposta — apenas dois foram concedidos — e teve de rebater ao ser chamado de “abortista” pelo adversário do PL. O petista leu um trecho de discurso de Bolsonaro na Câmara dos Deputados em 1992, que mencionava a distribuição de pílulas abortivas, e provocou: “Nem lembro mais. Trinta anos atrás? Eu posso mudar, ué”.

Assim como seu oponente, Lula não compareceu a nenhum dos debates entre os presidenciáveis no primeiro turno de 2026. Para o encontro desta noite, ambos confirmaram presença, ampliando as expectativas por um confronto direto que unifica trajetórias tão distintas no mesmo palco.

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