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quinta-feira, outubro 15, 2026

Cleitinho critica privilégios do Congresso enquanto trabalhador enfrenta escala 6×1 durante votação da PEC

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Senador Cleitinho critica privilégios parlamentares durante debate sobre fim da escala 6×1 no Senado (Foto: Instagram)

Na sessão plenária desta quarta-feira (14), o Senado Federal dedicou-se à análise de uma PEC que propõe o fim da chamada escala 6×1 no serviço público. A emenda constitucional em discussão busca alterar o regime de trabalho que impõe seis dias consecutivos de expediente seguidos por um único dia de folga, tema que tem mobilizado parlamentares e movimentos sindicais.

O texto em pauta estabelece a obrigatoriedade de um descanso semanal para servidores federais, equiparando horários e garantindo direitos trabalhistas semelhantes aos do setor privado. Durante os debates, foram levantados pontos sobre a saúde, segurança e qualidade de vida de profissionais submetidos à jornada 6×1, comum em categorias como vigilantes, agentes de segurança e outros serviços essenciais.

No uso da palavra, o senador Cleitinho (Republicanos) — também governador eleito de Minas Gerais — foi incisivo ao criticar a disparidade entre as vantagens concedidas a congressistas e as condições enfrentadas pelos trabalhadores em geral. Para ele, enquanto muitos brasileiros cumprem longa sequência de turnos exaustivos, os parlamentares desfrutam de regalias que, segundo o senador, beiram ao exagero.

“O Congresso Nacional tem direito até a plano de saúde vitalício. Tem auxílio-moradia, auxílio-transporte, verba indenizatória… Um monte de privilégio enquanto o trabalhador não tem”, protestou Cleitinho, durante a sessão transmitida pela TV Senado e disponível no YouTube. Ele reforçou que a emenda visa reduzir desigualdades e valorizar quem enfrenta escalas desgastantes.

A manifestação do senador gerou reações mistas entre colegas, com alguns apoiando a proposta por entenderem que ela corrige distorções históricas, e outros alertando para o impacto fiscal que a alteração de jornada pode provocar. A votação do mérito da PEC ficou agendada para as próximas sessões, quando será avaliada em segundo turno pelos senadores.

Com o debate em curso, resta acompanhar se o projeto seguirá adiante e qual será o posicionamento final das lideranças partidárias. De toda forma, a discussão reacende o confronto entre a busca por mais direitos aos trabalhadores e a manutenção de prerrogativas parlamentares.

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