
Flávio Bolsonaro durante ato de campanha no Rio de Janeiro neste sábado (Foto: Instagram)
Em ato de campanha no Rio de Janeiro neste sábado (10), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, irá “declarar guerra ao narcotráfico” e defenderá a redução da maioridade penal. Durante o discurso, gravado em carro de som e divulgado em sua conta no X, ele também voltou a defender o endurecimento das penas para crimes, além de sugerir a concessão de carteira de habilitação a partir dos 16 anos.
O senador disse que pretende aumentar o tempo de prisão para quem praticar roubo ou furto de celulares. “Pessoas condenadas por esses crimes devem ficar atrás das grades por oito anos e trabalhar para custear sua permanência no sistema prisional”, afirmou Flávio Bolsonaro, ressaltando que, se menor de idade cometer delito considerado de “gente grande”, deverá ser julgado e punido como tal.
Além das propostas de segurança pública, o candidato propôs alterar a legislação para permitir que jovens a partir de 16 anos obtenham CNH. “Se o menor pode votar para presidente, pode responder pelos próprios atos. Pode dirigir carro e moto, então terá direito a carteira de motorista com 16 anos de idade”, declarou, defendendo coerência entre direitos e responsabilidades.
No período da tarde, Flávio Bolsonaro participou das comemorações do centenário da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, realizadas no ginásio do Maracanãzinho, na zona norte do Rio. Ele chegou por volta das 15h30 acompanhado do governador eleito do estado, Douglas Ruas (PL), e foi recepcionado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), aliado do pastor Silas Malafaia. O senador não conversou com a imprensa ao entrar no complexo esportivo.
Mais cedo, o candidato esteve em São Gonçalo, na região metropolitana, onde participou de uma carreata e motociata ao lado de Douglas Ruas. Logo depois, seguiu para a Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense, para um encontro com lideranças e apoiadoras mulheres.
Em todas as agendas públicas, Flávio Bolsonaro reiterou que, se vencer o pleito presidencial, pretende receber a faixa diretamente de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa declaração reforça o alinhamento político familiar e sinaliza continuidade do legado bolsonarista em eventual governo.



