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quarta-feira, setembro 23, 2026

Mulher bate a cabeça, tenta dormir para aliviar a dor e passa a depender de ajuda até para andar

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Melody Barclay, de 40 anos, tentou dormir para aliviar uma forte dor após bater a cabeça durante um churrasco, em 16 de maio, mas passou a apresentar uma série de sintomas depois do acidente. Três meses depois, a mãe de duas filhas foi diagnosticada com síndrome pós-concussão e atualmente precisa de ajuda para caminhar, tomar banho e realizar outras atividades do dia a dia.

O acidente aconteceu quando Melody se abaixou para pegar a bolsa da filha embaixo de uma mesa e, ao se levantar, bateu a cabeça na parte inferior da estrutura, feita com pesadas travessas ferroviárias. Apesar da dor, ela permaneceu no encontro por mais algumas horas ao lado do companheiro, Scott Midmer, de 46 anos, e da filha Lilith, de 3.

Foi durante o trajeto de volta para casa que Melody contou ao companheiro que estava com uma forte dor de cabeça. Ela tomou analgésicos e decidiu dormir na tentativa de melhorar. Scott saiu para trabalhar às 2h acreditando que o descanso seria suficiente.

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Ao retornar para casa naquela tarde, porém, ele encontrou Melody confusa na sala, chorando enquanto abraçava a filha. Scott acionou o serviço de emergência, e ela foi levada ao hospital. Exames como raio-X e tomografia não identificaram alterações como uma hemorragia cerebral. Os médicos diagnosticaram inicialmente uma concussão e recomendaram que ela descansasse por uma semana antes de retomar gradualmente suas atividades.

A recuperação esperada não aconteceu. Melody passou a apresentar fraqueza, confusão, náusea, sensibilidade à luz e aos sons e dores constantes. Ela também chega a dormir por até 30 horas seguidas e perdeu mais de 6 kg enquanto sua musculatura enfraquecia devido ao tempo que permanece na cama.

“Não consigo acreditar que minha companheira, antes tão vibrante e cheia de personalidade, se tornou alguém que fica praticamente confinada à cama, tomando analgésicos prescritos, apenas por causa de uma pancada na cabeça. Ela parecia bem logo depois, é muito difícil de entender”, afirmou Scott.

Atualmente, Melody não pode permanecer sozinha e precisa do companheiro para se locomover e cuidar de necessidades básicas: “Tenho que apoiá-la enquanto ela anda e ajudá-la a tomar banho. Ela precisa de uma cadeira de rodas nas raras ocasiões em que saímos”.

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A condição também afetou a convivência com as filhas. Até conversar ou ficar cerca de 30 minutos abraçada a Lilith pode deixá-la exausta. Melody ainda não conseguiu voltar ao trabalho como tatuadora autônoma, enquanto Scott deixou temporariamente o emprego como motorista de caminhão para cuidar dela e da criança.

Em uma tentativa de retomar parte da rotina, a família foi a um parque e tomou sorvete. Melody precisou utilizar uma cadeira de rodas durante o passeio e, depois, teve seu período mais longo de sono desde o acidente, chegando a 30 horas. “Agora percebemos que forçá-la só piora as coisas”, contou Scott.

Melody aguarda uma consulta neurológica especializada no John Radcliffe Hospital após encaminhamento médico. Segundo Scott, a família ainda não recebeu uma previsão de quando ela poderá se recuperar: “Tivemos que lutar por ajuda, fomos e voltamos ao hospital e aos médicos, mas eles apenas nos disseram que é temporário e vai passar. Mas não temos ideia de quando, e eles também não sabem”.

Com os dois afastados do trabalho, a família também passou a enfrentar dificuldades financeiras. Scott criou uma campanha de arrecadação. “Eu poderia lidar com qualquer coisa se soubesse que poderia ter minha Melody de volta… mas, neste momento, não sabemos quando ou se isso vai acontecer”, declarou.

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