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quarta-feira, setembro 23, 2026

Após gravidez de alto risco e meses na UTI, gêmeas raras celebram 1º aniversário: “São milagres”

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Carrie Zirbes, de 40 anos, celebrou o primeiro aniversário das filhas gêmeas Phoebe e Fiona após enfrentar uma gestação rara e uma sequência de complicações médicas desde a gravidez. As meninas são gêmeas monoamnióticas e monocoriônicas, condição em que compartilham a mesma bolsa amniótica e placenta, e nasceram prematuramente com 30 semanas.

Moradora de Minnesota, nos Estados Unidos, Carrie descobriu que esperava gêmeas durante sua quarta gravidez. Ela e o companheiro, Tyler Peterson, de 43 anos, receberam o diagnóstico após um ultrassom. “Ficamos totalmente em choque. Eu não sabia, na época, o que o diagnóstico de mono-mono realmente significava”, contou à People.

A gestação passou a ser acompanhada com consultas e ultrassons frequentes. Os médicos identificaram que uma das bebês apresentava uma alteração cardíaca chamada arco aórtico direito. “Prendíamos a respiração em todas as consultas, esperando para ver os batimentos cardíacos das nossas bebês e se elas ainda estavam vivas”, relembrou Carrie.

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No segundo trimestre, outro problema foi descoberto. As meninas desenvolveram a síndrome de transfusão feto-fetal, condição na qual o sangue circula de maneira desigual entre gêmeos que compartilham a mesma placenta. Diante de três opções consideradas arriscadas, Carrie e Tyler decidiram realizar uma ablação placentária para dividir os vasos que conectavam as duas.

“Enquanto eu entrava [para o procedimento], parecia um filme. Não há como saber, até ser tarde demais, se você tomou a decisão errada. Eu estava chorando muito porque aquela era simplesmente uma situação horrível para mim e para minhas bebês”, contou.

O procedimento foi realizado e a gravidez continuou. “Foi um milagre absoluto!”, afirmou Carrie.

Com 25 semanas de gestação, ela foi internada e permaneceu 37 dias no hospital. Phoebe e Fiona nasceram prematuramente na 30ª semana. Phoebe pesava cerca de 1,1 kg e Fiona, aproximadamente 1,6 kg. As duas precisaram permanecer em incubadoras, receber suporte respiratório e passar dois meses na UTI neonatal até conseguirem respirar sem auxílio.

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Phoebe foi a primeira a receber alta, em meados de agosto. Algumas semanas depois, Fiona também deixou a UTI. A menina, porém, voltou a enfrentar problemas pouco tempo depois, quando passou a se alimentar menos. Ela precisou ser internada novamente, utilizar uma sonda de alimentação e passar por uma cirurgia no anel vascular para reduzir uma restrição relacionada à alimentação.

Depois do procedimento, Fiona recebeu alta após dois dias, utilizou um capacete para corrigir uma área achatada na cabeça e posteriormente concluiu a fisioterapia. “Ela é um verdadeiro milagre! A quantidade de agulhadas e procedimentos pelos quais essas meninas passaram é maior do que muitas pessoas enfrentam durante toda a vida”, afirmou Carrie.

Após um ano que a mãe descreve como vivido em “modo de sobrevivência”, a família finalmente comemorou o primeiro aniversário das gêmeas: “O primeiro aniversário delas foi um dia de muita celebração e reflexão, e todos nós tivemos que parar por um momento”.

Carrie contou que as duas já caminham e falam. “As bebês são absolutamente incríveis. Essas bebês conseguem andar e falar e são tão inteligentes”, declarou.

Ao olhar para tudo o que enfrentaram desde a gestação, Carrie voltou a definir as filhas como milagres. “Devo tudo à minha comunidade, família e amigos. Minhas bebês são milagres [porque], estatisticamente, elas não deveriam estar aqui”, finalizou.

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