Caitlin Jensen, de 29 anos, procurou atendimento quiroprático após sentir dores no pescoço e nas costas provocadas por longos períodos estudando. Após uma consulta com o quiroprático TJ Harpham, a jovem sofreu quatro rupturas de artérias, que provocaram AVCs, ataques cardíacos e paralisia, dando início a meses de internação e reabilitação.
Caitlin foi inicialmente levada a um centro de trauma, onde permaneceu com movimentos corporais bastante limitados. Em setembro, foi transferida para o Shepherd Center, em Atlanta e iniciou um longo processo de fisioterapia.
A recuperação foi gradual. Em determinado momento, Caitlin conseguia apenas movimentar os dedos das mãos e um dos dedos dos pés. Com o avanço do tratamento, passou a conseguir se sentar sem auxílio e deu os primeiros passos utilizando um equipamento de caminhada que oferecia 20% de assistência.
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A jovem também recuperou movimentos nos braços e nas pernas, mas continuou enfrentando dificuldades para falar. Para se comunicar, passou a utilizar um tablet. Em um dos registros compartilhados pela família, ela escreveu para a mãe: “Tudo bem que eu caí”.
Darlene, mãe de Caitlin, acompanhou a evolução da filha e compartilhou parte do processo nas redes sociais. Quando a jovem estava prestes a deixar o centro de tratamento e voltar para casa, ela descreveu a mudança na rotina da família. “Ela voltará para uma vida diferente, mas o mais importante de tudo isso é que ela ainda tem uma vida!”, escreveu Darlene no Facebook.
A mãe também recordou os primeiros dias após o episódio, quando a família não sabia quais seriam as consequências para a filha: “Quando ela estava deitada na UTI neurológica em junho, não sabíamos se esse seria o caso, nem qual seria sua capacidade cognitiva se ela sobrevivesse. Trazê-la para casa na próxima semana é um presente de esperança”.
Para receber Caitlin, Darlene comprou uma nova casa com recursos de acessibilidade, incluindo rampas externas para cadeira de rodas. O imóvel também conta com uma área de jardinagem para que a jovem pudesse continuar praticando uma de suas atividades favoritas.
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A transição, porém, teve um contratempo. Poucos dias depois de voltar para casa, Caitlin caiu enquanto estava do lado de fora e precisou ser novamente internada na UTI. Segundo Darlene, ela sofreu uma hemorragia cerebral e teve cortes externos. “Esta não é a atualização da volta para casa que eu havia planejado compartilhar esta noite, mas aqui estamos”, escreveu a mãe.
Após alguns dias no hospital, Caitlin foi liberada para continuar a recuperação em casa.
Antes do episódio, Caitlin já havia procurado o quiroprático em outras ocasiões por causa da rigidez no pescoço. Segundo Darlene, a filha sentia o desconforto depois de passar meses sentada à mesa estudando, mas nunca havia realizado um ajuste cervical. “Você não pensa que uma mulher saudável de 28 anos vai passar por uma emergência dessas e sofrer um AVC”, afirmou a mãe.
A mãe também relatou que recebeu uma ligação de Harpham no telefone da filha após o ocorrido. “Eu só achei que ela talvez estivesse tonta. Nunca me ocorreu que fosse algo grave. Pensei que talvez ela tivesse se levantado rápido demais ou estivesse um pouco tonta e que eles estivessem sendo cautelosos demais”, contou.
De acordo com as informações fornecidas, Harpham não se manifestou sobre o caso. Familiares de Caitlin afirmaram anteriormente que ele não havia voltado a falar com a paciente ou com os parentes após o procedimento. A página da Richmond Hill Family Chiropractic também passou a informar que ele não trabalhava mais no estabelecimento.
Mesmo após recuperar parte dos movimentos, Caitlin continuou em tratamento para trabalhar a fala e a visão, que também foi afetada pelos AVCs. Em um dos momentos da reabilitação, ela participou de aulas de cerâmica e conseguiu movimentar as mãos para pintar um vaso.
A família também registrou o momento em que Caitlin conseguiu emitir sons durante tentativas de cantar. Ela disse “mãe” pela primeira vez no fim de agosto. “Ela também está emitindo sons cada vez mais. Agora consegue tolerar o uso da válvula de fala durante todo o dia”, compartilhou Darlene.



