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sábado, outubro 31, 2026

Analistas veem BC como “nem, nem” em comunicado sobre corte da Selic

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Copom adota tom cauteloso após corte de 0,25 p.p. na Selic (Foto: Instagram)

Na opinião de analistas de mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) foi "nem, nem" no comunicado que anunciou o recente corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, nesta quarta-feira (5/8). Isso significa que o comitê "nem" fechou a porta para novos cortes, mas também "nem" se comprometeu com reduções adicionais.

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Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras (Ancord), afirmou que, na prática, o Banco Central deixou a possibilidade de um novo corte em aberto. "Agora, o mercado vai observar atentamente a evolução da inflação, o cenário fiscal e a atividade econômica para avaliar se haverá espaço para mais uma redução da Selic em setembro", comentou.

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Analistas da corretora Warren Rena disseram que o comunicado apresentou "um tom sereno". Ele evitou ruídos na comunicação, reconhecendo os riscos e desafios sem dar qualquer indicação clara sobre os próximos passos. Segundo os técnicos, o texto reafirma o compromisso de trazer a inflação para próximo do centro da meta e de manter um nível adequado de restrição monetária para alcançar esse objetivo.

Felipe Rodrigo de Oliveira, da MAG Investimentos, destacou que um ponto relevante do comunicado é a desancoragem adicional das expectativas de inflação de longo prazo, o que, segundo o BC, aumenta o custo da desinflação. "Mas entendemos que o texto deixa espaço para mais cortes, sem se comprometer em oferecer um 'guidance' (orientação)", afirmou.

Para Fabrício Voigt, da Aware Investments, o comunicado deixou claro que o processo de flexibilização continua, mas isso não significa uma sequência automática de reduções com a mesma intensidade nas próximas reuniões.

"A questão é que o Banco Central continuará condicionando suas decisões à evolução da inflação, das expectativas dos agentes econômicos, da atividade, do cenário fiscal e do ambiente internacional", afirmou.

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, observou que o Copom manteve a possibilidade de cortes adicionais da Selic, mas de forma gradual. "A desaceleração da atividade e a melhora da inflação corrente favorecem a continuidade do ciclo de redução, enquanto a projeção ainda acima da meta, as expectativas desancoradas e a assimetria altista dos riscos impedem uma flexibilização mais rápida", disse. "Para a próxima reunião, um novo corte de 0,25 ponto percentual continua sendo o cenário mais provável, desde que não haja deterioração significativa no câmbio, nas expectativas ou nos preços de petróleo e alimentos."

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