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quarta-feira, setembro 16, 2026

Países reagem a novas tarifas dos EUA e contestam justificativas do governo Trump

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A decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas de importação a cerca de 80 países provocou críticas de diversos governos, que contestam as alegações de que as medidas seriam uma resposta à falta de combate ao trabalho forçado. As novas alíquotas, que variam entre 10% e 12,5%, entram em vigor nesta sexta-feira (24) e atingem o Brasil com a taxa máxima prevista.

Na União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, classificou as justificativas apresentadas por Washington como “sem fundamento”. Segundo ela, a legislação trabalhista europeia garante direitos e condições de trabalho amplamente reconhecidos, o que enfraqueceria os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para aplicar as tarifas.

A Noruega também criticou a medida. O ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, afirmou que as novas cobranças são “descabidas” e ressaltou que cerca de 67% das exportações norueguesas para os EUA poderão ser afetadas.

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No Canadá, o primeiro-ministro Mark Carney declarou que o governo está preparado para adotar medidas em defesa dos interesses nacionais caso as tarifas sejam mantidas. Já a Nova Zelândia afirmou que a investigação norte-americana não apresentou evidências consistentes sobre o uso de trabalho forçado e anunciou que buscará ampliar suas relações comerciais com outros mercados.

No Brasil, o governo federal classificou a decisão como arbitrária e injustificada. Em nota oficial, informou que iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e pretende levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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As tarifas foram anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma investigação que apontou supostas falhas de diversos países no combate à circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. O Brasil está entre os países que receberam a alíquota máxima de 12,5%.

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