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quinta-feira, julho 23, 2026

Chip ocular recebe aprovação na Europa e pode restaurar parte da visão de pessoas com degeneração macular

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Um novo implante ocular voltado ao tratamento da degeneração macular relacionada à idade foi autorizado para comercialização na Europa. Desenvolvido pela Science Corporation, o dispositivo, chamado PRIMA, combina um microchip implantado na retina com óculos equipados com câmera para ajudar pacientes a recuperar parte da capacidade visual perdida.

A tecnologia foi criada para atender pessoas que sofrem com a forma avançada da doença, condição que compromete a região central da retina e dificulta atividades como ler, reconhecer rostos e enxergar detalhes.

O sistema funciona por meio de um pequeno chip implantado na parte posterior do olho durante um procedimento ambulatorial de aproximadamente uma hora. Após a cirurgia, o paciente utiliza óculos com uma câmera integrada, responsável por captar as imagens do ambiente. Essas informações são processadas e transmitidas ao implante, que converte os sinais em estímulos enviados às células remanescentes da retina, permitindo a formação de imagens.

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Segundo a Science Corporation, participantes dos estudos clínicos conseguiram retomar atividades que haviam sido comprometidas pela perda da visão central, como a leitura de livros, a resolução de palavras cruzadas e jogos de lógica.

A empresa foi fundada por Max Hodak, ex-presidente e cofundador da Neuralink, companhia de interfaces cérebro-computador criada por Elon Musk. Após deixar a empresa em 2021, Hodak passou a investir no desenvolvimento de tecnologias que unem componentes eletrônicos e sistemas biológicos. Em 2024, a Science Corporation adquiriu a francesa Pixium, responsável pela criação da tecnologia PRIMA, acelerando o desenvolvimento e a preparação comercial do implante.

Além da aprovação na Europa, o dispositivo também recebeu da agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) uma designação especial destinada a agilizar futuras avaliações para tratamentos voltados a formas raras de cegueira.

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A expectativa da empresa é iniciar a oferta do tratamento inicialmente na Alemanha, onde foram realizados os principais ensaios clínicos. O custo do implante deverá ficar na faixa de centenas de milhares de dólares, e a companhia negocia modelos de reembolso com os sistemas de saúde europeus para ampliar o acesso à tecnologia.

Paralelamente ao desenvolvimento do PRIMA, a Science Corporation trabalha em novas gerações do implante, com chips mais avançados e óculos de menor porte, além de pesquisar outras interfaces entre eletrônica e sistema nervoso, incluindo sensores cerebrais bio-híbridos que poderão futuramente ser testados em humanos.

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