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quarta-feira, setembro 16, 2026

Livro físico ou digital? Especialistas explicam como cada formato afeta o cérebro

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Com a popularização de celulares, tablets e computadores, a leitura em telas se tornou parte da rotina de milhões de pessoas. Apesar de o cérebro utilizar as mesmas áreas responsáveis pela linguagem tanto no papel quanto nos dispositivos eletrônicos, especialistas afirmam que o formato escolhido pode influenciar a atenção, a compreensão e a capacidade de memorizar informações.

Segundo neuropsicólogos, a principal diferença não está no suporte em si, mas na forma como cada um favorece — ou dificulta — a concentração durante a leitura.

Papel favorece compreensão e memorização

Para conteúdos que exigem estudo, reflexão ou aprendizado mais aprofundado, os especialistas apontam que o material impresso costuma oferecer vantagens. A leitura em papel tende a ser mais contínua, com menos interrupções, além de fornecer referências visuais e táteis que ajudam o cérebro a organizar melhor as informações.

Outro benefício é a chamada memória espacial, que permite associar um trecho à posição em que ele aparece na página, facilitando sua recuperação posteriormente.

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Leitura digital exige mais controle da atenção

Já nos dispositivos eletrônicos, o maior desafio está na quantidade de estímulos concorrentes. Notificações, links, troca constante entre aplicativos e a rolagem contínua podem aumentar a carga cognitiva e dificultar a consolidação das informações na memória.

Por outro lado, as telas oferecem vantagens para consultas rápidas, pesquisas e recursos de acessibilidade, como ampliação do tamanho da fonte e leitura em voz alta.

Especialistas recomendam que, ao optar pela leitura digital, o usuário reduza distrações, silencie notificações, faça pausas periódicas e utilize estratégias como resumos e revisões para melhorar a retenção do conteúdo.

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O objetivo da leitura deve orientar a escolha

De acordo com os profissionais, não existe um formato universalmente melhor. A escolha depende da finalidade da leitura.

Para estudar ou compreender textos mais complexos, o papel costuma favorecer uma experiência mais profunda. Já para consultas rápidas, leitura de notícias e atividades do dia a dia, os dispositivos digitais oferecem praticidade e flexibilidade.

Os especialistas também destacam que crianças são mais suscetíveis às distrações provocadas pelas telas, já que as áreas do cérebro responsáveis pelo controle da atenção ainda estão em desenvolvimento. Em adultos, embora a autorregulação seja maior, o excesso de estímulos digitais também pode comprometer a concentração.

A recomendação é utilizar o formato que melhor se adapte ao objetivo de cada leitura, priorizando ambientes com menos distrações para favorecer o aprendizado e a compreensão.

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