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sábado, julho 25, 2026

MPRJ investiga esquema de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole e prende dirigentes

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao governo estadual. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), cumpre seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis.

Segundo as investigações, o grupo teria utilizado contratos firmados pelo IRM para desviar pelo menos R$ 86,28 milhões. De acordo com o MPRJ, empresas contratadas pela autarquia recebiam os pagamentos e posteriormente transferiam parte dos recursos para uma empresa apontada como de fachada, que seria utilizada para sacar o dinheiro em espécie e ocultar sua origem.

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Entre os alvos presos está Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, atual presidente do Instituto Rio Metrópole e ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti.

Outro investigado é Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação. Apontado como responsável por direcionar processos licitatórios em favor das empresas investigadas, ele é considerado foragido.

Também foram presos Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil; Marcelo Lopes da Silva, procurador-geral da autarquia; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do instituto e presidente da entidade apontada como empresa de fachada; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, responsável pela fiscalização e validação de contratos.

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Os demais denunciados responderão ao processo com medidas cautelares, entre elas uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e proibição de deixar o país.

Em nota, o Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que a investigação teve origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Segundo a gestão estadual, os relatórios produzidos pelos órgãos foram encaminhados ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.

O governo também esclareceu que os dirigentes do Instituto Rio Metrópole ocupam cargos com mandato fixo de quatro anos, diferentemente de funções de livre nomeação e exoneração.

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