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terça-feira, julho 21, 2026

Grupo excomungado desafia Vaticano e espera reaproximação sob um futuro papa

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A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), movimento católico de orientação tradicionalista, afirmou que acredita em uma futura reconciliação com a Igreja Católica, mesmo após a excomunhão decorrente da ordenação de quatro bispos sem autorização do Papa Leão XIV.

A sanção foi aplicada automaticamente após a cerimônia realizada em 1º de julho, considerada pelo direito canônico uma grave violação da autoridade papal. A ordenação de bispos sem o consentimento do pontífice é um dos atos que podem levar ao rompimento da comunhão com a Igreja.

Apesar da decisão do Vaticano, integrantes da fraternidade demonstraram que não pretendem rever sua posição. Durante uma celebração realizada na cidade de Wil, na Suíça, o padre Georg Kopf afirmou que o grupo acredita na possibilidade de um futuro entendimento com Roma.

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“Um dia haverá outro papa que abrirá a porta e nos receberá de volta. Assim como o Papa Bento XVI”, declarou o sacerdote durante o sermão.

A referência é ao pontificado de Bento XVI, que em 2009 retirou a excomunhão de quatro bispos ligados à fraternidade como parte de uma tentativa de aproximar o grupo da Igreja, embora as divergências doutrinárias tenham permanecido.

Fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X mantém críticas às reformas promovidas pelo Concílio Vaticano II e defende a preservação de práticas litúrgicas tradicionais, como a celebração da missa em latim.

Os conflitos entre a organização e o Vaticano não são recentes. Em 1988, Lefebvre também foi excomungado após consagrar bispos sem autorização do então Papa João Paulo II, episódio que marcou um dos momentos mais delicados da relação entre a fraternidade e a Santa Sé.

Mesmo diante da nova sanção, representantes do grupo afirmam que a decisão de ordenar os bispos não teve como objetivo criar uma igreja paralela, mas preservar aquilo que consideram a tradição da fé católica.

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“Pelo contrário, foi justamente por amor à Igreja e ao papa que essas ordenações foram realizadas, para zelar pela salvação das almas”, afirmou Georg Kopf.

O Vaticano, por sua vez, sustenta que a excomunhão decorre automaticamente da violação do direito canônico e afirma que buscou manter canais de diálogo com a fraternidade antes da ruptura. A Santa Sé considera que a decisão do grupo representa um grave ato de desobediência à autoridade do papa e reforça o cenário de afastamento entre as duas partes.

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