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sexta-feira, agosto 7, 2026

Novo estudo identifica fator comum por trás das cinco maiores extinções em massa da Terra

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Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e da Universidade de Leicester, no Reino Unido, propõe uma nova explicação para as cinco maiores extinções em massa da história da Terra. Segundo os cientistas, o principal fator que levou ao desaparecimento de inúmeras espécies foi a velocidade com que o ambiente se transformou, impedindo que os organismos conseguissem se adaptar.

A pesquisa, publicada na revista científica Physical Review Letters, analisou eventos ocorridos ao longo dos últimos 450 milhões de anos e sugere que, independentemente da causa — como impactos de asteroides, intensa atividade vulcânica ou mudanças climáticas naturais —, todas as grandes extinções seguiram um mesmo padrão.

Em vez de investigar separadamente cada evento, os pesquisadores desenvolveram um modelo matemático para medir a relação entre o ritmo das mudanças ambientais e a capacidade evolutiva das espécies.

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O trabalho identificou a existência de um chamado “limite de adaptação”. Quando as alterações no ambiente ocorrem de forma gradual, muitas espécies conseguem evoluir e sobreviver. No entanto, quando essas mudanças ultrapassam determinada velocidade, a adaptação torna-se inviável e o risco de extinção aumenta de forma significativa.

Para verificar essa hipótese, a equipe comparou as previsões do modelo com registros geológicos de 27 grandes transformações ambientais ocorridas ao longo da história do planeta, todas associadas a alterações importantes no ciclo global do carbono.

Os resultados mostraram que as cinco grandes extinções em massa coincidiram justamente com períodos em que a velocidade dessas mudanças ultrapassou o limite de adaptação calculado pelos pesquisadores.

Essa conclusão ajuda a explicar por que fenômenos tão distintos produziram consequências semelhantes para a vida na Terra. Embora as causas tenham sido diferentes, todas provocaram alterações ambientais rápidas demais para que grande parte das espécies pudesse responder por meio da evolução.

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Segundo os autores, a descoberta também pode contribuir para compreender melhor os desafios enfrentados atualmente pela biodiversidade. O modelo matemático desenvolvido no estudo poderá ser utilizado em pesquisas que busquem prever como animais e plantas responderão às mudanças ambientais provocadas pelas transformações climáticas em curso, auxiliando na avaliação dos riscos para os ecossistemas nas próximas décadas.

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