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sexta-feira, agosto 7, 2026

Governo dos EUA defende direito de manifestação após marcha de grupo supremacista

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O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que a Constituição norte-americana garante o direito à livre manifestação, mesmo para grupos cujas ideias sejam amplamente rejeitadas. A declaração foi feita após uma marcha realizada em Washington por integrantes do grupo supremacista branco Patriot Front durante as comemorações pelos 250 anos da independência do país.

O ato ocorreu no dia 4 de julho, quando centenas de participantes percorreram ruas da capital usando roupas padronizadas, rostos cobertos e carregando bandeiras confederadas e outros símbolos associados ao grupo. Durante a manifestação, foram entoadas palavras de ordem de caráter nacionalista.

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Em entrevista à imprensa, Burgum afirmou que discorda das posições defendidas pelo movimento, mas ressaltou que a liberdade de expressão é um princípio fundamental da democracia dos Estados Unidos e protege manifestações pacíficas, independentemente do conteúdo defendido pelos participantes.

Questionado sobre uma eventual condenação pública do grupo por parte do presidente Donald Trump, o secretário evitou comentar diretamente o assunto. Segundo ele, existem diversos discursos que considera ofensivos, mas que permanecem protegidos pela legislação norte-americana sobre liberdade de expressão.

A Polícia Metropolitana de Washington informou que acompanhou a manifestação e destacou que o grupo percorreu áreas próximas ao Capitólio antes de deixar a cidade. As autoridades afirmaram que atuaram para garantir tanto o direito ao protesto pacífico quanto a segurança da população.

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O Patriot Front foi criado em 2017 após os protestos conhecidos como “Unite the Right”, realizados em Charlottesville, no estado da Virgínia. Na ocasião, um simpatizante de grupos supremacistas atropelou manifestantes contrários ao ato, provocando a morte de uma pessoa e deixando dezenas de feridos. O episódio gerou ampla repercussão e críticas à resposta do então presidente Donald Trump sobre os acontecimentos.

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