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terça-feira, julho 21, 2026

DNA identifica alpinista conhecido como “Botas Verdes” após quase 30 anos no Everest

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Um dos maiores mistérios do Monte Everest foi finalmente esclarecido. Após quase três décadas, exames de DNA confirmaram que o corpo conhecido entre montanhistas como “Botas Verdes” pertence ao alpinista indiano Dorje Morup, morto durante uma expedição em 1996.

O cadáver permaneceu congelado na rota norte da montanha, a mais de 8 mil metros de altitude, em uma região conhecida como “zona da morte”, onde a baixa concentração de oxigênio torna qualquer permanência extremamente perigosa. As botas verdes usadas por Morup permaneceram visíveis por anos, transformando o local em um ponto de referência informal para escaladores que seguem pela face tibetana do Everest.

Durante décadas, acreditava-se que o corpo fosse do também alpinista indiano Tsewang Paljor. A hipótese acabou se consolidando entre montanhistas e em diversos relatos sobre o Everest. No entanto, análises genéticas realizadas recentemente pelas autoridades indianas comprovaram que os restos mortais pertencem, na verdade, a Dorje Morup.

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A identificação foi anunciada pela Indo-Tibetan Border Police, que informou ainda a intenção de recuperar o corpo. O plano prevê a contratação de uma equipe especializada em resgates de alta altitude para realizar a operação durante o verão no Himalaia, quando o degelo oferece condições um pouco menos severas para esse tipo de missão.

Morup fazia parte de uma expedição da ITBP composta por seis montanhistas que tentou alcançar o cume do Everest pela face norte em 10 de maio de 1996. Próximo ao topo, o grupo foi surpreendido por uma forte nevasca. Diante das condições extremas, três integrantes decidiram retornar, enquanto Morup optou por continuar a escalada e acabou morrendo na montanha.

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Preservado pelas temperaturas congelantes do Himalaia desde então, seu corpo tornou-se um dos símbolos mais conhecidos dos riscos enfrentados por quem tenta alcançar o ponto mais alto do planeta. Com a confirmação da identidade, encerra-se um dos casos mais emblemáticos da história do montanhismo e abre-se a possibilidade de que seus restos mortais sejam retirados do local após quase 30 anos.

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