A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou-se a analisar um recurso apresentado pelo presidente Donald Trump e manteve a condenação que o obriga a pagar US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões) à escritora e jornalista E. Jean Carroll por agressão sexual e difamação.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (29) e preserva integralmente o veredito emitido em 2023, posteriormente confirmado por uma corte federal de apelações. O tribunal não apresentou justificativa para rejeitar o recurso, tampouco registrou votos divergentes.
O caso teve origem nas acusações de Carroll, que afirma ter sido agredida sexualmente por Trump em um provador de uma loja de departamentos em Nova York, durante a década de 1990. No julgamento, o presidente foi considerado responsável por agressão sexual e difamação, embora não tenha sido condenado pela acusação de estupro.
Além dessa indenização, Trump também foi condenado em outro processo a pagar US$ 83,3 milhões (aproximadamente R$ 432 milhões) por declarações feitas em 2019, quando negou as acusações da escritora e fez comentários considerados difamatórios pela Justiça.
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Em maio deste ano, Carroll, hoje com 82 anos, passou a ser investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sob suspeita de possível falso testemunho relacionado ao caso. A investigação foi aberta após as vitórias judiciais obtidas pela escritora contra o presidente.
Trump já afirmou que pretende recorrer também da condenação referente à indenização de US$ 83,3 milhões, buscando reverter as decisões na Suprema Corte norte-americana.
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