O Mar Negro voltou a apresentar uma coloração azul-turquesa intensa, um fenômeno natural que ocorre todos os anos entre o fim da primavera e o início do verão no Hemisfério Norte. A mudança foi registrada pelo satélite PACE (Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem), da NASA, e pode ser observada até mesmo do espaço.
A alteração na cor das águas é provocada pela proliferação de cocolitóforos, um tipo de fitoplâncton microscópico que se multiplica nessa época do ano. Embora invisíveis individualmente, esses organismos formam grandes florações que modificam a aparência da superfície do mar.
Os cocolitóforos possuem placas de carbonato de cálcio que revestem seus corpos. Essas estruturas refletem a luz solar, conferindo à água um aspecto mais claro, levemente leitoso e com tonalidade azul-turquesa.
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O fenômeno costuma atingir seu pico entre os meses de junho e julho. Durante o restante do ano, o Mar Negro apresenta coloração mais escura devido ao predomínio de diatomáceas, outro grupo de algas microscópicas que possuem carapaças de sílica.
Além do Mar Negro, o florescimento do fitoplâncton também foi observado no Estreito de Bósforo, na Turquia, que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara. As correntes marítimas transportam esses microrganismos ao longo da região, ampliando a área afetada pela mudança de cor.
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O monitoramento por satélite permite que cientistas acompanhem a evolução dessas florações, especialmente em locais onde a coleta direta de amostras é mais difícil. As informações obtidas ajudam a compreender melhor a dinâmica dos ecossistemas marinhos.
Segundo os pesquisadores, os cocolitóforos também desempenham um papel importante no ciclo global do carbono. Após morrerem, parte do carbono absorvido por esses organismos afunda para o fundo do oceano, onde pode permanecer armazenado por longos períodos, contribuindo para processos naturais de regulação climática.
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