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quinta-feira, junho 25, 2026

Trump acelera corrida quântica e fixa meta para criar computador revolucionário até 2028

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou dois decretos voltados ao avanço da computação quântica e ao fortalecimento da proteção digital da administração federal. As medidas estabelecem metas ambiciosas para o desenvolvimento da tecnologia e para a adaptação dos sistemas governamentais a uma nova geração de riscos cibernéticos.

Uma das iniciativas prevê a construção de um computador quântico de alto desempenho até 2028, com foco em aplicações científicas e estratégicas. A expectativa foi reforçada por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, que afirmou acreditar que o objetivo pode ser alcançado dentro desse prazo.

Além do desenvolvimento tecnológico, o governo norte-americano pretende preparar sua infraestrutura digital para um cenário em que computadores quânticos sejam capazes de quebrar métodos tradicionais de criptografia. Para isso, o segundo decreto estabelece a migração dos principais sistemas federais para padrões de criptografia pós-quântica até 2030 ou 2031.

As determinações também incluem a elaboração de planos para implantação de redes e sensores quânticos ao longo dos próximos cinco anos, além da ampliação da cooperação internacional em áreas como segurança da cadeia de suprimentos e proteção da propriedade intelectual.

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A computação quântica é considerada uma das tecnologias mais promissoras da atualidade. Diferentemente dos computadores convencionais, que processam informações em bits, os sistemas quânticos utilizam princípios da física quântica para realizar cálculos extremamente complexos em velocidades muito superiores às disponíveis atualmente.

Esse potencial, no entanto, também desperta preocupações. Especialistas alertam que futuras máquinas quânticas poderão comprometer sistemas de criptografia utilizados para proteger informações financeiras, governamentais e pessoais, tornando necessária uma transição antecipada para novos métodos de segurança digital.

A disputa pela liderança nessa área também envolve fatores geopolíticos. Os Estados Unidos buscam ampliar sua vantagem tecnológica diante da crescente evolução da China no setor, considerada uma das principais concorrentes na corrida pela computação quântica. O domínio da tecnologia pode gerar impactos em áreas como inteligência artificial, desenvolvimento de novos materiais, pesquisa científica e indústria farmacêutica.

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Nos últimos meses, o governo americano já vinha reforçando investimentos no segmento. Recentemente, o Departamento de Comércio anunciou aportes bilionários em empresas dedicadas à computação quântica, incluindo uma nova parceria com a IBM.

A preocupação com a segurança digital também tem mobilizado o setor privado. A Google, por exemplo, anunciou planos para migrar seus sistemas para criptografia pós-quântica até 2029, diante do risco de que informações criptografadas atualmente sejam armazenadas por criminosos para serem decifradas futuramente com o auxílio de computadores quânticos mais avançados.

Com os novos decretos, os Estados Unidos reforçam a aposta em uma tecnologia considerada estratégica para as próximas décadas, ao mesmo tempo em que procuram antecipar os desafios de segurança que podem surgir com sua evolução.

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