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sexta-feira, julho 17, 2026

Avião da NASA quebra a barreira do som pela primeira vez

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A NASA acaba de dar um passo decisivo rumo a um futuro em que voos mais rápidos que o som não signifiquem mais um estrondo ensurdecedor sobre as cidades. Em 5 de junho, o avião experimental X-59 completou seu primeiro voo supersônico, atingindo Mach 1,1 — cerca de 1.147 km/h — a 43.400 pés de altitude, durante uma missão de 81 minutos.

Para o piloto de testes da NASA, Jim “Clue” Less, os instrumentos do avião foram a única indicação de que ele havia cruzado a barreira do som — exatamente o que a equipe esperava. “Você sabe que está supersônico quando os mostradores dizem que você está. Eu não sentia nada”, relatou o piloto. “Correu tudo bem, e chegamos facilmente a Mach 1,1.”

Durante o voo, um caça F-15 da NASA acompanhou o X-59 como aeronave de monitoramento — seus estrondos sônicos acabaram mascarando qualquer som produzido pelo avião experimental, já que os testes voltados especificamente para a “assinatura sonora” da aeronave ficarão para uma fase posterior.

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O X-59 é a peça central da missão Quesst, da NASA, projetada para substituir o tradicional estrondo sônico por um som discreto — uma espécie de “batida” suave perceptível no solo. A aeronave realizou seu primeiro voo em outubro de 2025 e, desde então, já acumula mais de uma dezena de voos de teste.

A novidade é que a etapa seguinte, que o texto original da NASA descrevia como expectativa para “os próximos dias”, já se concretizou. Em 12 de junho, o X-59 realizou seu primeiro “voo em condições de missão”, atingindo Mach 1,4 — cerca de 1.487 km/h — a 55 mil pés de altitude, exatamente as condições que a aeronave usará para coletar dados sobre a percepção do público em relação ao seu som durante futuros sobrevoos de comunidades americanas.

A agência descreveu esse segundo marco como “um passo ainda mais crítico” do que o primeiro voo supersônico, já que validou as condições exatas que serão replicadas durante a missão Quesst.

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O administrador da NASA, Jared Isaacman, celebrou o ritmo dos testes. Segundo ele, a equipe realizou 16 voos nos últimos 90 dias, consolidando um ritmo constante de testes desde o primeiro voo da aeronave, em 28 de outubro de 2025.

Os próximos meses ainda reservam uma extensa bateria de testes de desempenho. O programa prevê voos em velocidades de até Mach 1,6 — cerca de 1.960 km/h — e altitudes de até 60 mil pés, antes que a NASA inicie a segunda fase da missão: sobrevoos de comunidades nos Estados Unidos para medir, na prática, como as pessoas percebem o tão aguardado “estrondo silencioso”.

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